domingo, 24 de janeiro de 2010

ALLIED FORCES - NÃO BASTA SER FÃ, TEM QUE TOCAR TRIUMPH!!

Em 2007, eu estava com fôlego renovado para voltar ao circuito Rock And Roll da noite paulistana, após quatro anos de aprendizado, no teatro Dias Gomes, com a Cia Mix Menestréis.
Com uma prótese zero kilometro e com a cabeça cheia de idéias, me despedi de meus amigos menestréis, mas sem deixar de lado a bagagem que adquiri no teatro, e fui direcionar esforços em novos projetos.

De início, a partir de janeiro de 2007, reavivei o ASILO 70, mas com uma formação totalmente diferente e seguindo outros critérios de trabalho. Dessa vez, a idéia era tocar os grandes clássicos da década de 70, mas com uma pegada mais pesada. Pra isso, convidei músicos extremamente técnicos.

A nova versão do ASILO 70 fez sua estréia em abril de 2007, no Manifesto, durante a última edição do PROJETO INCLUSOM. Apesar de algumas pessoas curtirem a nova cara da banda, o público em geral acabou não entendo bem a nossa nova proposta e o ASILO 70 teve suas atividades encerradas em maio do mesmo ano. Dessa vez, em definitivo.

Enquanto eu começava a traçar novos projetos pro segundo semestre, recebi uma deliciosa notícia: haviam criado uma comunidade no Orkut homenageando o FIRE FLASH, banda da qual fiz parte em 1994 e que se dedicava a tocar covers do Triumph. Através dessa comunidade, consegui reestipular contato com os integrantes dessa banda que chegou a fazer shows memoráveis no saudoso Noni-Noni.

Comecei a frequentar essa comunidade regularmente, participando dos tópicos e matando saudades do pessoal que eu havia perdido contato desde os anos 90.

Foi então que nessa comunidade, me deparei com o seguinte tópico: "Não vi, mas queria ter visto", onde seu criador lamentava não ter visto nenhum show do FIRE FLASH na época, mesmo sendo frequentador do NONI-NONI.

Decidi adicionar esse cara no meu Orkut pra conversarmos sobre música e os bons tempos da Rua 13 de Maio, no Bixiga. Descobri que o meu novo amigo se chamava Zé Luiz, um excelente guitarrista veterano de outras bandas.

Naquele velho esquema de papo vai, papo vem, no formato virtual, entramos num acordo: montar um segundo Triumph Cover nos mesmos moldes do primeiro, mas com outros integrantes. Mais uma vez, me encontrava em mais uma nova busca pelas peças corretas pra montar nosso projeto.
Depois de muito falar aqui e ali, de testar esse e aquele músico, encontramos os brothers que faltavam, por intermédio do próprio Zé Luiz.


Foi quando entraram em cena Eduardo "Box" Germani na bateria (outro grande fã de Triumph que já passou por bandas como a Blue Jean, junto com o Zé Luiz) e o Koren no contra-baixo.

Um dos dilemas do Allied Forces foi o tecladista. Apesar de testarmos alguns, não encontramos nenhum que se enquadrasse com as diretrizes da banda.


A solução veio de uma forma engenhosa: trabalhávamos com trilhas de teclado pré-gravadas. Cada música (salva algumas exceções) possuia sua própria trilha. Usávamos um I-Pod ligado à uma mesa de som pra disparar a trilha no momento correto, função que ficava a cargo do nosso baterista, e começávamos a tocar como se houvesse um tecladista na banda. Tal sistema se torna um grande perigo pras apresentações ao vivo, pois se um integrante da banda se perder no compasso, a trilha do teclado não irá acompanhar, já que foi gravada préviamente. Pra que tal desastre não acontesse, Box disparava um metrônomo do qual ele tinha retorno através de um fone de ouvido. Enquanto a banda acompanhasse o Box de forma precisa, não havia com que se preocupar. Em virtude do nosso "tecladista" nunca ser visto, o batizamos de Wally em homenagem ao personagem do famoso "Onde Está o Wally" que faz parte de posteres e revistas.
Essa fórmula quase matemática de tocar funcionou inúmeras vezes nos ensaios. Porém, havia chegado a hora de colocarmos nossa teoria em prática.


O batismo de fogo do Allied Forces se deu em meados de 2007, no Blackmore, quando fizemos a abertura do MUSIC LIVE I, festival organizado pela minha grande amiga Patt Baleeira e que tinha o objetivo de angariar mantimentos pra instituições de caridade.

O resultado do nosso primeiro show foi tão bom que menos de um mês depois o Blackmore nos convidou pra mais uma apresentação. Nosso sistema '"Wally" se mostrou eficaz.

O tempo foi passando e os ensaios continuaram até o dia em que recebi um convite pra assistir a um outro festival que aconteceria no THE WALL, na rua 13 de Maio. Dessa vez, organizado pela galera da comunidade do programa Alternativa Kiss no Orkut, da Kiss FM, e apresentado pelo locutor Titio Marco Antônio. Foi o primeiro contato de uma longa parceria envolvendo as muitas comunidades da Kiss FM.



Foi nessa noite que conheci a Taty, dona da comunidade Alternativa Kiss, que convidou a ALLIED FORCES pra tocar na sua festa de encerramento de ano, da qual contaria com a presença do próprio Titio Marco Antônio em pessoa. É lógico que nós topamos.

Só que antes disso, a Taty nos convidou pra um outro evento que aconteceria um pouco antes no bar do Vlad, frequentado por motoclubes. O que eu lembro mais desse show foi que atrás do palco, havia um boneco do Raul Seixas vestido com uma camiseta do Avantasia. Isso sem falar da calorosa receptividade do público. ALLIED FORCES começava a conquistar uma platéia assídua.


Em dezembro de 2007, houve o tão aguardado show no THE WALL comemorando o encerramento do ano do pessoal da comunidade Alternativa Kiss. Nossa banda havia encontrado o seu espaço.

Trechos desse show gravado em vídeo, se tornaram parte de uma matéria entitulada "Histórias de Superação" que foi tema de um SBT Repórter veiculado em 2008 (aliás, esse episódio será descrito em detalhes nos próximos capítulos).

A ALLIED FORCES deixou de existir pra que outra banda nascesse: os EASY ROCKERS. Sem dúvida, essa foi a base de algo muito maior.

Apesar da vida curta, essa banda foi uma demonstração saudável e divertida do que é ser fã. Tocar na noite homenageando o trabalho daqueles que admiramos é uma experiência pra poucos e corajosos eleitos.
E como o próprio Triumph cantou uma vez, na maravilhosa voz do Rik Emmett: NEVER SURRENDER, KEEP YOUR DREAMS ALIVE!

7 comentários:

  1. Tenho maior orgulho de dizer que sou amiga desse cara batalhador e tão querido!
    Du, desejo a você, todo sucesso que merece, que Deus abençoe TODAS as suas escolhas e decisões!
    Que seu caminho seja iluminado sempre!
    Sou sua fã!

    Beijos
    Que Deus te guarde na palma de suas mãos!

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  2. Camilinha.
    Além do prazer de ter um comentário seu no meu blog é uma grande honra também.
    Um super beijo.

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  3. Dudé...velho de guerra....já tive oportunidade de assistí-los e, melhor ainda tocar junto com vocês! Parabéns e continue sua contribuição ao Rock Paulistano.

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  4. GRANDE ALE

    Estou aguardando ansioso a volta do Lochness pra que possamos dividir o palco mais uma vez.
    Muito legal receber um comentário seu aqui.

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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  6. Grande Parceiro!!!! Muito legal Dudé... acabei conhecendo Triumph e virando fã por sua causa!!! hehehe
    Só é uma pena que não tive a oportunidade de ver ao vivo um show da Allied Forces. Mas já tá na hora de incorporar algumas músicas do Triumph no repertório dos Easy Rockers!!! Aí fica o bicho!!! hehee

    Abraços Brother!

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  7. GRANDE BROTHER

    Cara, vou levar a sugestão pra galera dos Easy Rockers. Achei a idéia ótima!

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