<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4149756019734905476</id><updated>2011-12-19T20:27:20.316-08:00</updated><title type='text'>DUDÉ</title><subtitle type='html'>Minha auto-biografia virtual</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://dudevocalista.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4149756019734905476/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dudevocalista.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Dudé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12311338686319759595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/ScARcPygZVI/AAAAAAAAAPM/u-M1rseJ_S0/S220/Imagem+Kiss+Club+Garimpo+-+003.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>11</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4149756019734905476.post-5659356397789504594</id><published>2011-06-12T19:35:00.000-07:00</published><updated>2011-12-19T20:27:20.476-08:00</updated><title type='text'>DIFERENÇAS?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-_E6o83cQv9c/TuvvR68EAoI/AAAAAAAAApo/52W6cL6n4_U/s1600/198320_197173933638286_100000370417610_625076_5805775_n.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 184px; FLOAT: left; HEIGHT: 224px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5686902045643375234" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-_E6o83cQv9c/TuvvR68EAoI/AAAAAAAAApo/52W6cL6n4_U/s400/198320_197173933638286_100000370417610_625076_5805775_n.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;É engraçado, isso pra não dizer estranho, o como a Internet consegue me surpreender em alguns aspectos. E o que eu falo nem se aplica a casos típicos de utilização da Web como ferramenta de trabalho, mas de reencontros que geram histórias emocionantes e divertidas quando menos esperamos. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Bom, no final de 2010, estava eu cuidando dos recados e anúncios que envio e recebo todos os dias via Facebook, Orkut, Twitter e e-mail. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Muitas &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;vezes, sou forçado a comparar essas ferramentas a algemas pois a impressão que me passa é que quanto mais eu tento organizar minha "vida virtual", mais bagunçada ela fica. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Porém, num dia lá pra meados de novembro, se eu não estiver enganado, recebi uma visita surpreendente no meu Facebook: um amigo de longa data, e que eu havia perdido contato há muito tempo, tinha me encontrado pelos tortuosos caminhos virtuais. E quando falo amigo de longa data, não estou exagerando.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Só pra se ter uma ideia, esse cara me conheceu ainda n&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;a época em que eu &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;pensava em dar meus primeiros passos como músico (nossa, isso faz muito tempo!). O seu nome: &lt;a href="http://www.ricardocalabro.com/"&gt;Ricardo Calabro&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 213px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5686903292103335938" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-MAtdppNmgn4/TuvwaeXRoAI/AAAAAAAAAqA/JAIua6OgXrY/s320/3.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;O Ricardo era o cara que saia do colégio comigo pra aprontar na rua. E quando digo aprontar, é aprontar com A maiúsculo.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Numa dessas ocasiões, digamos inspiradas, aproveitamos pra passar um trote. Eu tinha uns 16 anos na época e o Ricardo, bom, acredito que ele tenha a mesma idade que eu. De qualquer forma, isso não importava. O que valia mesmo era a vontade de aprontar uma que "virasse lenda" e na adolescência eu era craque nisso.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Resumindo: era começo de ano letivo, período em que os ditos veteranos caçavam "calouros" pra pedir dinheiro nos semáforos, na intenção de angariar fundos pra uma bela cervejada no final do dia, o conhecido trote. Pra ser sincero, eu nem me lembro se eu era calouro, ou veterano. Mas me lembro bem que gostava muito de cerveja. Sendo assim, montamos nosso pedágio em pról de uma grande causa.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O problema era que o Ricardo não convencia muito os motoristas a cooperarem com o pedágio. Foi e&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;ntão que virei pra ele e disse: "não esquenta, eu arrumo a grana e você guarda". Só sei que as histórias que&lt;br /&gt;contávamos pros pobres motorista&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;s eram as mais absurdas e hilárias possíveis. Alguns davam dinheiro por acharem divertido, outros por perceberem que era a unica forma de se livrarem da gente. Ainda mais no meu caso, que me colocava na frente do carro e não lateral, próximo à janela do motorista (atenção futuros calouros, fica aí a dica pra futuros pedágios!).&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Essa é uma das muitas histórias que aconteceram naquela época. Se eu fosse contar todas aqui, precisaria de um post inteiro pra tal, o que não seria o caso, né? Enfim, o que me lembro daquela época saudosa é que o Ricardo era um grande amigo e ótimo parceiro pra tomar uma famosa breja.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O tempo foi passando. E como diz o dito popular, cada um foi tomando o seu rumo. Pessoas queridas que se vão, pessoas queridas que aparecem. Assim é a vida e com o Dudé e o Ric&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;ardo não poderia ser diferente&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Fui trilhando minha estrada de pedras, seguindo minha carreira como músico. Veio a Internet, depois o Orkut, o Facebook, o Twitter e todas essas tranqueiras internéticas que reclamamos tanto, mas não conseguimos nos livrar. De repente, na velocidade de um clique no mouse, pessoas que eu não via há muito tempo começaram a entrar em contato. E o Ricardo estava entre esses amigos que tive o privilégio de reencontrar.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;No primeiro contato, começaram as perguntas inevitáveis: "cara, como você está? O que tem feito da vida?" e por aí vai. Foi quando soube que meu amigo dos tempos de pedágio da escola havia se tornado fotógrafo.... E um senhor fotógrafo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 240px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5686902443694496514" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-Tr7SB41txvM/TuvvpFy2GwI/AAAAAAAAAp0/szrRQgPq4hQ/s320/dude2.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Logo de cara, o Ricardo me convidou pra participar de um de seus projetos chamado Projeto Malocchio.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Pra quem não sabe, e vou resumir aqui porque a historia é muito &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;longa: Malocch&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;io é aquele símbolo que fazemos com a mão, ao assistirmos um show de Heavy Metal, o famoso "chifrinho". class="Apple-style-span"&amp;gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Nossa, topei no ato! E começamos a discutir uma possível data pra fazermos as fotos que estivesse de acordo com nossas agendas (e antes que&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;alguém pergunte "cacete, como é que o Dudé fez o Malocchio?" eu sugiro prestar atenção na foto acima).&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Enquanto ficávamos procurando brechas nas respectivas agendas, eu dei a notícia pra &lt;a href="http://www.wix.com/daianemodelo/release"&gt;Daiane Lopes &lt;/a&gt;que havia reencontrado um amigo de infância depois de muito tempo. Como a Daiane já havia feito alguns trabalhos como modelo fotográfico, pensei que seria muito legal ela fazer parte do Projeto Malocchio também.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Me lembro que marcamos a tão esperada sessão de fotos aqui na minha casa, bem no dia em que a Dudé Band faria o show no Vale do Anhangabaú (aliás, Dudé Band ganhará u&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;m post aqui em breve). Fizemos as fotos pela manhã, antes de irmos pro show.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Como já era de se esperar, esse foi o momento de colocarmos os papos em dia, eu e o Ricardo. Fora que também o meu brother também teve oportunidade de conhecer a &lt;a href="http://www.wix.com/daianemodelo/release"&gt;Daiane Lopes&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Conversávamos sobre as idas e vindas, ascenções e quedas da vida. Ou seja episódios que geralmente fazem parte da vida de todos nós. Vendo até do ponto de vista filosófico, a conclusão que chegamos naquele papo foi que pra qualquer pessoa nesse mundinho de meu Deus só resta correr atrás da própria felicidade. Como é fácil de se not&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;ar, fomos bem fundo nos pensamentos naquele dia.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;E foi em cima desse raciocínio que o &lt;a href="http://www.ricardocalabro.com/"&gt;Ricardo Calabro &lt;/a&gt;pensou num novo projeto que entitulamos "Diferenças?".&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ExmvW09CRbo/Tu_2T6jWSgI/AAAAAAAAArU/araYO6yEUU4/s1600/04.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 240px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5688035676387691010" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-ExmvW09CRbo/Tu_2T6jWSgI/AAAAAAAAArU/araYO6yEUU4/s320/04.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Pois é, o nome é escrito exatamente dessa forma: entre aspas e com um ponto de interrogação. A idéia era questionar que raio de diferença é essa, que pesa tanto pra alguns, que tanto gera desconfiança e intolerância,.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final das contas, não somos todos seres humanos dentro da nossa própria individualidade?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Acreditando naquela velha máxima de que uma imagem vale mais que mil palavras, precisáva&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;mos escolher essa imagem à dedo. E a escolha mais óbvia foi a modelo Daiane Lopes, modelo fotográfica que tem paralisia cerebral (e&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;ntenderam por que a citei no texto lá em cima, né?).&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Sendo assim, marcamos uma sessão de fotos onde a estréia do projeto "Diferenças?" seria com o pé direito: o mais novo book da Daiane, algo que ela não fazia desde 2009. Porém, pra tal façanha, precisávamos de um local pra fazer as fotos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-eCCX5EEj5TU/Tu_3SMWrsNI/AAAAAAAAArg/I-fKDLk5h_s/s1600/038.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 214px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5688036746318295250" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-eCCX5EEj5TU/Tu_3SMWrsNI/AAAAAAAAArg/I-fKDLk5h_s/s320/038.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Foi nesse momento que contamos com o apoio de pessoas iluminadas como meu parceiro na DUDÉ BAND, &lt;a href="http://www.youtube.com/user/brunoviolao"&gt;Bruno Vittoruzzo &lt;/a&gt;que cedeu seu estúdio como cenário pras fotos e das lindas e poderosas Camila Moura, que cuidou da maquiagem da Daiane e Andreza Maroneze que, na condição de fisioterapeuta, prestou uma ajuda imprescindível pra nossa modelo naquela noite.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;É como eu sempre digo: existem aqueles que fazem e aqueles falam. Aos que apenas falam, nós ouvimos e ouvimos e ouvimos até o nosso saco estourar e aos que fazem, só nos resta aplaudir. É por isso que os aplausos devem ir pra essa turminha que citei aqui, pois eles fizeram e maravilhosamente bem, sem a necessidade de se colocar num discurso demagogo e falso-moralista sobre o peso que as pessoas com deficiência carregam frente ao alcance de seus objetivos perante à sociedade. E isso se deve a um único ingrediente: paixão por fazer aquilo que acreditam ser correto. Só isso! O resto é encheção de linguiça!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-IpMXNmjSXzY/Tu_57ZxeYmI/AAAAAAAAArs/5Q-ttHs19_M/s1600/REA%25C3%2587%25C3%2583O.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 238px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5688039653318222434" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-IpMXNmjSXzY/Tu_57ZxeYmI/AAAAAAAAArs/5Q-ttHs19_M/s320/REA%25C3%2587%25C3%2583O.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Tamanha dedicação só poderia resultar num trabalho que ficou extraordinário, ao ponto de se tornar matéria na revista REAÇÃO no primeiro semestre desse ano.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O projeto "DIFERENÇAS?" serviu pra dar um novo enfoque sobre não só o como enxergamos as pessoas com deficiência, mas nos deu uma base de reflexão sobre como enxergamos a sí mesmos, independente de sermos deficientes, ou não.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;a href="http://www.wix.com/daianemodelo/release"&gt;Daiane Lopes &lt;/a&gt;reiniciou sua carreira de modelo depois disso, participando de dois novos books, um desfile na REATECH, e um site e Making Of produzido pela produtora &lt;a href="http://www.palazini.com/"&gt;Oficina da Arte &lt;/a&gt;que também ganhará um capítulo à parte em breve aqui. Era o "Diferenças?" dando as suas bençãos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Quem diria que algo de tamanha magnitude poderia tomar forma a partir de uma amizade de colégio.... e de corações regados com ideais que vão muito além do apenas figurar como "mártir da inclusão social da pessoa com deficiência". Pra nós fazermos esse trabalho, bastou apenas um fotógrafo, dois músicos, uma modelo, uma fisioterapeuta, uma estudante de jornalismo... e nenhuma demagogia!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5688041431432264802" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-q3Tl5dxUZp0/Tu_7i5w5fGI/AAAAAAAAAr4/sFdccI0d-oU/s400/Daiane1.jpg" /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5688042346592821362" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-NixfRdfMbBE/Tu_8YLALYHI/AAAAAAAAAsE/JhUGiKpfIe8/s400/Daiane2.jpg" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4149756019734905476-5659356397789504594?l=dudevocalista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dudevocalista.blogspot.com/feeds/5659356397789504594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dudevocalista.blogspot.com/2011/06/diferencas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4149756019734905476/posts/default/5659356397789504594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4149756019734905476/posts/default/5659356397789504594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dudevocalista.blogspot.com/2011/06/diferencas.html' title='DIFERENÇAS?'/><author><name>Dudé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12311338686319759595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/ScARcPygZVI/AAAAAAAAAPM/u-M1rseJ_S0/S220/Imagem+Kiss+Club+Garimpo+-+003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-_E6o83cQv9c/TuvvR68EAoI/AAAAAAAAApo/52W6cL6n4_U/s72-c/198320_197173933638286_100000370417610_625076_5805775_n.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4149756019734905476.post-624272932148656782</id><published>2011-02-19T06:10:00.000-08:00</published><updated>2011-02-19T06:29:03.140-08:00</updated><title type='text'>E LÁ VAMOS NÓS... DE NOVO!!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-c-Nl2JrIYoA/TV_Tg92RcqI/AAAAAAAAAms/duDXB6UCdBM/s1600/10.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 179px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-c-Nl2JrIYoA/TV_Tg92RcqI/AAAAAAAAAms/duDXB6UCdBM/s320/10.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5575407427019436706" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Caramba, há quanto tempo que não passo por aqui! No final das contas, a promessa que eu fiz de nunca abandonar esse blog quase não foi cumprida... Quase!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Mas também pudera, 2010 foi um ano repleto de atividades e reviravoltas. Episódios que agora serão revelados nesse espaço que ficou abandonado durante tanto tempo e de forma injusta.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Novas histórias, além de novos e fascinantes personagens, estarão desfilando por aqui até o final de 2011. Ou seja: tudo e todos que fazem parte da saga desse que vos escreve, estarão sendo descritos e relatados muito em breve.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Além disso, prometo ser mais cuidadoso (vixe, lá vem eu fazendo promessas outra vez) em facilitar o acesso à todas as pessoas, trabalhos, etc relatados aqui através de links criados nos próprios textos que virão a seguir. Portanto, fiquem atentos para as informações adicionais nos links que complementarão os textos&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Então é isso, pessoal. Por enquanto, ficamos só nesse texto de abertura apenas para avisar ao mundo virtual que a biografia do Dudé voltou a ser escrita.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;E preparem-se, pois novidades não irão faltar.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4149756019734905476-624272932148656782?l=dudevocalista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dudevocalista.blogspot.com/feeds/624272932148656782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dudevocalista.blogspot.com/2011/02/e-la-vamos-nos-de-novo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4149756019734905476/posts/default/624272932148656782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4149756019734905476/posts/default/624272932148656782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dudevocalista.blogspot.com/2011/02/e-la-vamos-nos-de-novo.html' title='E LÁ VAMOS NÓS... DE NOVO!!'/><author><name>Dudé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12311338686319759595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/ScARcPygZVI/AAAAAAAAAPM/u-M1rseJ_S0/S220/Imagem+Kiss+Club+Garimpo+-+003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-c-Nl2JrIYoA/TV_Tg92RcqI/AAAAAAAAAms/duDXB6UCdBM/s72-c/10.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4149756019734905476.post-3494460961115100668</id><published>2010-04-16T14:30:00.000-07:00</published><updated>2010-06-07T19:17:57.070-07:00</updated><title type='text'>EASY ROCKERS COVER BAND</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/TA2ezkrBObI/AAAAAAAAAlU/OpS5WghUryg/s1600/easyrockerslogo2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 265px; FLOAT: left; HEIGHT: 260px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480210930434390450" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/TA2ezkrBObI/AAAAAAAAAlU/OpS5WghUryg/s400/easyrockerslogo2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Essa é uma daquelas muitas histórias que, quando paramos pra pensar, a conclusão é: "meu Deus, era pra ser só uma brincadeira!". Só que certas brincadeiras se tornam maravilhosamente sérias. É o caso de uma banda chamada EASY ROCKERS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2008, entre as muitas amizades virtuais que eu cultivava no Orkut, uma em especial me chamou a atenção: um baterista do Rio de Janeiro que criou uma certa empatia comigo por ambos termos dificiências físicas semelhantes. Era sempre aquele papo vem, papo vai, a respeito de música, desafios, obstáculos... aquelas velhas questões que quando um deficiente conversa com outro é quase impossível que não sejam levantadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;A coisa toda foi seguindo dessa forma. Até que um belo dia, recebi o seguinte recado desse meu amigo: "to indo passar uma temporada em São Paulo!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Opa, agora tudo havia mudado! Sempre tinhamos papos meio que "viagem na maionese" da possibilidade de um dia, a gente fazer um som juntos. Em junho de 2008, essa possibilidade se tornou bem real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De qualquer forma, não podiamos esquecer do fato que morávamos em cidades diferentes, bem distante uma da outra. A possibilidade de um trabalho contínuo era um tanto quanto vago, mas a partir do momento que esse meu amigo passasse uma temporada em terras paulistanas, nada impediria de gente fazer "um barulho" juntos. Então, tratei de conversar com alguns amigos pra garantir a nossa festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/TA2QkyBqEUI/AAAAAAAAAkM/m5iDbgNMjsM/s1600/Easy+Rockers13.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 150px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480195283158176066" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/TA2QkyBqEUI/AAAAAAAAAkM/m5iDbgNMjsM/s200/Easy+Rockers13.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Nessa época o ALLIED FORCES estava, digamos, "na geladeira" sem um rumo definido. Dessa forma, resolvi conversar com o Zé Luiz, guitarrista dessa banda, sobre a nossa dita festinha. Ele achou bem legal a iniciativa e topou participar.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/TA2RFXr4zQI/AAAAAAAAAkc/vv4clHwCIhE/s1600/Easy+Rockers20.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 150px; FLOAT: right; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480195843023228162" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/TA2RFXr4zQI/AAAAAAAAAkc/vv4clHwCIhE/s200/Easy+Rockers20.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;A gente ainda precisava de um baixista. Foi então que decidi falar com meu brother dos tempos de ASILO 70, Edu J. que também topou participar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bom, com a banda montada, virei pro meu amigo carioca e disse: "pode vir, a banda tá montada". Mas havia mais um problema. E era um senhor problemão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/TA2SVIUebWI/AAAAAAAAAkk/D9fSWQ8xghw/s1600/Easy+Rockers2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480197213288033634" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/TA2SVIUebWI/AAAAAAAAAkk/D9fSWQ8xghw/s200/Easy+Rockers2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Em virtude das limitações de locomoção do nosso amigo baterista, seria um problemão o deslocamento dele dentro de São Paulo. Do local do ensaio, até aonde ele ficaria hospedado. Foi aí que entrou uma das figuras mais marcantes da história dos EASY ROCKERS e de outras empreitadas: o nome do cara é Sérgio Big.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;O Sérjão, como a galera costuma a chamá-lo, foi um sujeito que conheci em 2007, durante os eventos das comunidades da Kiss FM dos quais o ALLIED FORCES tocou. Eu não sei porque, mas acabei criando uma certa empatia com esse cara, e tenho certeza que ele vai reclamar até dizer chega por eu citá-lo aqui, mas quem disse que eu ligo pra isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que o Sérgio, dentro daquele jeito brincalhão dele, sempre foi alguém que demonstrou ter um coração imenso, apesar de ser o tiozinho mais horrível que já conheci. Ele tem um dom que, infelizmente, poucos tem: o de abraçar uma causa não por interesse, mas por acreditar que aquilo podia trazer algo de bom pras pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto com o Sérgio, veio uma das mulheres mais extraordinárias que já conheci: a Val, sua esposa. Ela que se tornou responsável pelo meu figurino. O look que eu adoto nos shows até hoje (chapéu e óculos escuros) foi idéia dela. Aliás, a família Andrade será motivo de um post todo especial desse blog em breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não tinha mais ninguém a quem recorrer e havia o risco do meu amigo vir do Rio pra cá e nem ir aos ensaios em virtude de não conseguir se deslocar até estúdio, por causa da sua limitação física. Foi então que pedi ajuda ao Sérgio.... e ele topou ajudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De quebra, o Sérgio deu a seguinte sugestão: "meu filho toca teclado, você sabe, né? De repente,&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/TA2Sy4laETI/AAAAAAAAAks/nq41iQ3IE5Q/s1600/Easy+Rockers14.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480197724460159282" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/TA2Sy4laETI/AAAAAAAAAks/nq41iQ3IE5Q/s200/Easy+Rockers14.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; ele poderia fazer uma jam com vocês". A minha resposta foi: "se teu filho topar, beleza. Vamos fazer a Perfect Stranger do Purple com ele".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O filho tecladista do Sérjão era o J.P. que eu já havia visto tocar na LOCHNESS quando essa banda participava dos eventos e festivais das comunidades da Kiss FM, junto com a ALLIED FORCES. O ciclo já tava fechado, ou quase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda faltava o lugar pra nossa festa. O Sérgio sugeriu que usássemos o THE WALL pra nossa apresentação. Entramos em contato com o Wallace, dono do THE WALL e conseguimos uma data sugestiva pro nosso show: 13 de julho, dia mundial do Rock.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: EN-US" lang="EN-US"&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/vHADFBy1o2E&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/vHADFBy1o2E&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;A banda estava montada, o repertório escolhido, o local da apresentação fechado. Sendo assim, começamos a convidar nossos amigos pro show fazendo anuncios nas comunidades da Kiss FM no Orkut.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi desse ponto em diante que começamos a perceber que o que estávamos pra fazer, passaria muito longe de uma mera brincadeira entre amigos. Era algo com uma mensagem mais forte.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Dentro de uma mesma banda, havia dois integrantes com algum tipo de deficiência e que um deles viria do Rio de Janeiro pra fazer um show, apesar das suas limitações. Era como se as pessoas vissem esse evento como algo em que se pudesse acreditar que tudo era possível, que bastava você querer fazer algo de sua vida pra que se tornasse real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fora que na minha concepção, o evento ressaltava que havia deficientes atuando profissionalmente, e com muita competência, em todas as áreas possíveis. Inclusive, na área musical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/TA2U5oKh_RI/AAAAAAAAAk0/BFVMr8i7Mec/s1600/P1010029.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 251px; FLOAT: left; HEIGHT: 205px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480200039334804754" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/TA2U5oKh_RI/AAAAAAAAAk0/BFVMr8i7Mec/s200/P1010029.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;Foi seguindo esse raciocínio que tive contato com o trabalho de um power-trio que ao ouvir sua demo, me tornei fã: Os Classic Mutleys.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Assumindo o contra-baixo dos Mutleys estava André Fontanelli que possuia um raciocínio muito parecido com o meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lembram da história do menos blá, blá, blá e mais ação pra mudar a cabeça da sociedade, frente a realidade dos deficientes? Pois é, a gente tava pra agir. E em grande estílo utilizando o Rock And Roll como principal ferramenta. E assim foi naquele memorável 13 de julho de 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, estávamos a anunciar nosso show Internet à fora e foi nesse clima que marcamos o&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/TA2VtYp4xXI/AAAAAAAAAk8/hFoILCFUR5Q/s1600/Gildinha.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 150px; FLOAT: right; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480200928524551538" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/TA2VtYp4xXI/AAAAAAAAAk8/hFoILCFUR5Q/s200/Gildinha.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;primeiro ensaio. Pra abrilhantar mais a festa, convidei Gilda Bellini, uma das minhas melhores alunas, pra fazer uma Jam numa música chamada Rock Steady da cantora Bonnie Raitt.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Quando a tropa toda chegou pro nosso primeiro ensaio... olha, na boa, parecia uma baita festa. Não me lembro de ter feito algum ensaio parecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Algumas pessoas estavam tão curiosas em ouvir o como que a banda soaria, que muitos dos nossos amigos estavam no estúdio pra nos prestigiar desde o primeiro ensaio. Isso sem falar na Kica de Castro registrando cada momento em fotografia. Cada música que tocávamos era seguida de um aplauso entusiasmado. E isso era só o começo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o J.P. chegou no estúdio, tratou de montar seu teclado. Mas ele não ensaiou só a Perfect Stranger, como também outros sons do nosso repertório que fez todos se perguntarem: "caramba, ma ele vai fazer só uma música? Chama o cara pra ser parte da banda!". Quem já viu o J.P. tocando na noite entende bem o por quê que resolvemos transformá-lo num integrante fixo dos EASY ROCKERS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/WacPhiM9SdM&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/WacPhiM9SdM&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O tempo foi passando e foi chegando a data do tão esperado show. O THE WALL simplesmente encheu aquele dia. Todos celebrando a vida e o bom e velho Rock And Roll, com direito à presença do Titio Marco Antonio, locutor do Alternativa Kiss, da Kiss FM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Primeiro houve uma apresentação antológica dos Classic Mutleys que culminou com nossa apresentação levando o público ao delírio. O recado havia sido dado em alto e bom som: não importa se você é deficiente, ou não. O que importa é a sua competência e ponto final!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mensagem havia sido passada e todos entenderam, o que era mais importante. Porém, a história não termina aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a partida do nosso amigo carioca, ao que tudo indicava, a banda teria apenas um show no currículo. Todos estavam convictos que o ideal era cada um seguir o seu projeto, sem contar com a longevidade dos EASY ROCKERS.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/CBatwx3y1Vc&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/CBatwx3y1Vc&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nós chegamos à essa conclusão em virtude dos atritos que haviam surgido entre nós e o nosso baterista. Muito do direcionamento que ele queria dar, principalmente na questão financeira, nós não concordávamos. Afinal, banda nenhuma, no seu início, ganha altas fortunas. Sempre acreditamos que uma banda é uma democracia. Já o nosso amigo acreditava em algo mais imposto, inclusive no que se diz respeito ao público e dinheiro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;É como eu sempre dizia na época: EASY ROCKERS eram apenas um pretexto pra que um grupo de pessoas se reunissem de vez em quando pra se confraternizar e dar boas risadas celebrando a amizade e tendo como pano de fundo, o bom e velho Rock And Roll.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu preciso de dinheiro pra me manter, e acredito que boa parte das pessoas que estão lendo meu blog nesse exato momento também precisam, mas não achei justo transformar os EASY ROCKERS em algo que transformaríamos tantas pessoas que abraçaram nossa causa, numa mera estatística que visa apenas a grana da bilheteria do show.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse fato, aliado à uma série de outras exigências tais como patrocínio pra uma bateria completa top de linha e estadia em local com acessibilidade perfeita, nos fez trocar de baterista. O que mais achei interessante é que sempre dei os "meus pulos" pra tocar e frequentar locais sem acessibilidade adequada. Pra isso, podemos sempre contar com a ajuda de grandes amigos. Mas cada cabeça, uma sentença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/7qs7XbdeneQ&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/7qs7XbdeneQ&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Claro que sei que o ideal é que vivessemos num mundo onde a sociedade respeitasse o acesso adaptado pra pessoa com deficiência. Eu não sou nenhum lunático pra não ter essa noção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que acho que até na hora de se mudar o atual status quo, você precisa se mexer. É muito fácil exigir mudanças no mundo querendo que o mesmo gire em sua volta, sem querer dar sua colaboração, né? No meu caso, por exemplo, sempre acreditei que o carinho e respeito que sempre recebi do público que me acompanha, já fossem motivos mais que suficientes pra eu encarar uma escadaria, ou rampa colocada num angulo totalmente inacessível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Ow0hit5j_MQ&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Ow0hit5j_MQ&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;De qualquer forma, a incompatibilidade de filosofias nos fez parar por um tempo, mas foi um tempo bem curtinho. Algo de extraordinário aconteceu entre os meses de agosto e setembro de 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sérjão havia filmado quase todo o nosso show do dia 13 de julho e montou um DVD que, por um acaso, caiu nas mãos do pessoal da Kiss FM. O resultado foi que nós fomos convidados pra participar do KISS CLUB, programa capitaneado pela locutora Rosângela Alves e tem como objetivo, a gravação e transmissão de shows de bandas de Classic Rock.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da imensa satisfação em receber tal convite, tínhamos um problema: estávamos sem baterista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso amigo do Rio de Janeiro foi convidado. Afinal, ele ainda era da banda na época. Só que vocês lembram das exigências, dificuldades, etc, etc, etc? Pois é, foi nessa fase da história da banda que a coisa ficou insustentável. Mas íamos fazer o show mesmo assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/TA2YPe97_5I/AAAAAAAAAlE/bVcETXnitxM/s1600/P1010017.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 284px; FLOAT: left; HEIGHT: 241px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480203713358069650" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/TA2YPe97_5I/AAAAAAAAAlE/bVcETXnitxM/s200/P1010017.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;Pra tal empreitada, convidamos o baterista do ALLIED FORCES: Eduardo Germani, também conhecido como Box.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A princípio, Box seria só um baterista substituto. Mas sua competência, aliada a um espírito muito mais Rock And Roll (pra quem não sabe, o Rock é uma grande fraternidade. Entenderam o que é espírito Rock And Roll?), fizeram com que ele se tornasse nosso baterista fixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nosso primeiro KISS CLUB em outubro foi seguido pelo segundo em dezembro. A transmissão do nosso show pela Kiss FM se tornou mais um DVD e um CD demo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas começavam a dar demonstrações de carinho e admiração pelo nosso trabalho. Uma das demonstrações mais marcantes foi um ensaio fotográfico feita pela Kica de Castro, com a modelo Daiane Lopes usando uma Babylook da banda. Foi desse ensaio que saiu a antológica foto que se tornou capa do nosso DVD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 341px; DISPLAY: block; HEIGHT: 274px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480205669525252450" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/TA2aBWQiaWI/AAAAAAAAAlM/0zR5fEhb1QA/s320/easyrockers_capadvd_dai01.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;Nos nossos shows havia a Kica registrando tudo em fotografia. Havia sempre algum locutor da Kiss FM na platéia (alguns deles, como o Ricci e o Rodrigo Branco, chegaram a descotecar em alguns de nossos shows). Havia a banda CLASSIC MUTLEYS dividindo o palco com a gente, assim como a Gildinha que foi nossa backing vocal durante vários shows. Isso sem falar na Val, esposa do Sérgio, que me ajudava com meu figurino. E havia o público mais fiel do mundo, como eu nunca havia visto antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/j7ln5yO0rcI&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/j7ln5yO0rcI&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;Assim foi nos show entre os anos de 2008 e 2009. Porém, questões ligadas aos compromissos pessoais e profissionais de cada integrante impossibilitaram a continuação dos EASY ROCKERS. Houve a possibilidade de fazermos um último show no dia 18 de abril de 2010, o que não aconteceu. Em seu lugar, tocou a banda ALKIMIA que logo será citada nesse blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, os EASY ROCKERS deixaram sua marca. Essa banda foi uma indicação de que o que move o Rock And Roll vai muito além da fama, glória ou dinheiro. Tem muito mais a ver com amor e empatia daqueles que acreditam na música como um instrumento pra propagar boas vibrações. E em matéria de boas vibrações, essa banda foi única.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/vCVL2h5E85c&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/vCVL2h5E85c&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4149756019734905476-3494460961115100668?l=dudevocalista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dudevocalista.blogspot.com/feeds/3494460961115100668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dudevocalista.blogspot.com/2010/04/easy-rockers-cover-band.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4149756019734905476/posts/default/3494460961115100668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4149756019734905476/posts/default/3494460961115100668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dudevocalista.blogspot.com/2010/04/easy-rockers-cover-band.html' title='EASY ROCKERS COVER BAND'/><author><name>Dudé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12311338686319759595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/ScARcPygZVI/AAAAAAAAAPM/u-M1rseJ_S0/S220/Imagem+Kiss+Club+Garimpo+-+003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/TA2ezkrBObI/AAAAAAAAAlU/OpS5WghUryg/s72-c/easyrockerslogo2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4149756019734905476.post-7494374310265416974</id><published>2010-01-24T11:02:00.000-08:00</published><updated>2010-01-25T09:34:36.738-08:00</updated><title type='text'>ALLIED FORCES - NÃO BASTA SER FÃ, TEM QUE TOCAR TRIUMPH!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/S1zRJS3XAII/AAAAAAAAAdE/JOEB5Wu12VY/s1600-h/ultima.jpg"&gt;&lt;em&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 314px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430445208315035778" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/S1zRJS3XAII/AAAAAAAAAdE/JOEB5Wu12VY/s320/ultima.jpg" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; Em 2007, eu estava com fôlego renovado para voltar ao circuito Rock And Roll da noite paulistana, após quatro anos de aprendizado, no teatro Dias Gomes, com a Cia Mix Menestréis.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Com uma prótese zero kilometro e com a cabeça cheia de idéias, me despedi de meus amigos menestréis, mas sem deixar de lado a bagagem que adquiri no teatro, e fui direcionar esforços em novos projetos.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;De início, a partir de janeiro de 2007, reavivei o ASILO 70, mas com uma formação totalmente diferente e seguindo outros critérios de trabalho. Dessa vez, a idéia era tocar os grandes clássicos da década de 70, mas com uma pegada mais pesada. Pra isso, convidei músicos extremamente técnicos.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;A nova versão do ASILO 70 fez sua estréia em abril de 2007, no Manifesto, durante a última edição do PROJETO INCLUSOM. Apesar de algumas pessoas curtirem a nova cara da banda, o público em geral acabou não entendo bem a nossa nova proposta e o ASILO 70 teve suas atividades encerradas em maio do mesmo ano. Dessa vez, em definitivo.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 321px; DISPLAY: block; HEIGHT: 238px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430445682779715586" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/S1zRk6YjeAI/AAAAAAAAAdM/TphsvdQ_q4w/s320/AlliedForces23.JPG" /&gt; &lt;em&gt;Enquanto eu começava a traçar novos projetos pro segundo semestre, recebi uma deliciosa notícia: haviam criado uma comunidade no Orkut homenageando o FIRE FLASH, banda da qual fiz parte em 1994 e que se dedicava a tocar covers do Triumph. Através dessa comunidade, consegui reestipular contato com os integrantes dessa banda que chegou a fazer shows memoráveis no saudoso Noni-Noni.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Comecei a frequentar essa comunidade regularmente, participando dos tópicos e matando saudades do pessoal que eu havia perdido contato desde os anos 90.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Foi então que nessa comunidade, me deparei com o seguinte tópico: "Não vi, mas queria ter visto", onde seu criador lamentava não ter visto nenhum show do FIRE FLASH na época, mesmo sendo frequentador do NONI-NONI.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Decidi adicionar esse cara no meu Orkut pra conversarmos sobre música e os bons tempos da Rua 13 de Maio, no Bixiga. Descobri que o meu novo amigo se chamava Zé Luiz, um excelente guitarrista veterano de outras bandas.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/S1zSJ5LIaFI/AAAAAAAAAdU/fw_ljxVs3bk/s1600-h/AlliedForces17.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430446318110140498" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/S1zSJ5LIaFI/AAAAAAAAAdU/fw_ljxVs3bk/s200/AlliedForces17.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Naquele velho esquema de papo vai, papo vem, no formato virtual, entramos num acordo: montar um segundo Triumph Cover nos mesmos moldes do primeiro, mas com outros integrantes. Mais uma vez, me encontrava em mais uma nova busca pelas peças corretas pra montar nosso projeto.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Depois de muito falar aqui e ali, de testar esse e aquele músico, encontramos os brothers que faltavam, por intermédio do próprio Zé Luiz.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/S1zSx3BwemI/AAAAAAAAAdc/T5rVNEkovZs/s1600-h/AlliedForces18.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430447004728719970" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/S1zSx3BwemI/AAAAAAAAAdc/T5rVNEkovZs/s200/AlliedForces18.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;Foi quando entraram em cena Eduardo "Box" Germani na bateria (outro grande fã de Triumph que já passou por bandas como a Blue Jean, junto com o Zé Luiz) e o Koren no contra-baixo.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Um dos dilemas do Allied Forces foi o tecladista. Apesar de testarmos alguns, não encontramos nenhum que se enquadrasse com as diretrizes da banda.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/S1zTv2unU9I/AAAAAAAAAdk/ghIM1n90_80/s1600-h/AlliedForces08.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 150px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430448069800317906" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/S1zTv2unU9I/AAAAAAAAAdk/ghIM1n90_80/s200/AlliedForces08.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;A solução veio de uma forma engenhosa: trabalhávamos com trilhas de teclado pré-gravadas. Cada música (salva algumas exceções) possuia sua própria trilha. Usávamos um I-Pod ligado à uma mesa de som pra disparar a trilha no momento correto, função que ficava a cargo do nosso baterista, e começávamos a tocar como se houvesse um tecladista na banda. Tal sistema se torna um grande perigo pras apresentações ao vivo, pois se um integrante da banda se perder no compasso, a trilha do teclado não irá acompanhar, já que foi gravada préviamente. Pra que tal desastre não acontesse, Box disparava um metrônomo do qual ele tinha retorno através de um fone de ouvido. Enquanto a banda acompanhasse o Box de forma precisa, não havia com que se preocupar. Em virtude do nosso "tecladista" nunca ser visto, o batizamos de Wally em homenagem ao personagem do famoso "Onde Está o Wally" que faz parte de posteres e revistas.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Essa fórmula quase matemática de tocar funcionou inúmeras vezes nos ensaios. Porém, havia chegado a hora de colocarmos nossa teoria em prática.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430449474092027842" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/S1zVBmH2T8I/AAAAAAAAAds/Nk8w_IPVOhM/s320/AlliedForces03.JPG" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;O batismo de fogo do Allied Forces se deu em meados de 2007, no Blackmore, quando fizemos a abertura do MUSIC LIVE I, festival organizado pela minha grande amiga Patt Baleeira e que tinha o objetivo de angariar mantimentos pra instituições de caridade.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;O resultado do nosso primeiro show foi tão bom que menos de um mês depois o Blackmore nos convidou pra mais uma apresentação. Nosso sistema '"Wally" se mostrou eficaz.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;O tempo foi passando e os ensaios continuaram até o dia em que recebi um convite pra assistir a um outro festival que aconteceria no THE WALL, na rua 13 de Maio. Dessa vez, organizado pela galera da comunidade do programa Alternativa Kiss no Orkut, da Kiss FM, e apresentado pelo locutor Titio Marco Antônio. Foi o primeiro contato de uma longa parceria envolvendo as muitas comunidades da Kiss FM. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/OxI-TeqFdhU&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/OxI-TeqFdhU&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Foi nessa noite que conheci a Taty, dona da comunidade Alternativa Kiss, que convidou a ALLIED FORCES pra tocar na sua festa de encerramento de ano, da qual contaria com a presença do próprio Titio Marco Antônio em pessoa. É lógico que nós topamos.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Só que antes disso, a Taty nos convidou pra um outro evento que aconteceria um pouco antes no bar do Vlad, frequentado por motoclubes. O que eu lembro mais desse show foi que atrás do palco, havia um boneco do Raul Seixas vestido com uma camiseta do Avantasia. Isso sem falar da calorosa receptividade do público. ALLIED FORCES começava a conquistar uma platéia assídua.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430450127331925538" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/S1zVnnoYHiI/AAAAAAAAAd0/sys_V6ImLLw/s320/AlliedForces11.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Em dezembro de 2007, houve o tão aguardado show no THE WALL comemorando o encerramento do ano do pessoal da comunidade Alternativa Kiss. Nossa banda havia encontrado o seu espaço.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Trechos desse show gravado em vídeo, se tornaram parte de uma matéria entitulada "Histórias de Superação" que foi tema de um SBT Repórter veiculado em 2008 (aliás, esse episódio será descrito em detalhes nos próximos capítulos).&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;A ALLIED FORCES deixou de existir pra que outra banda nascesse: os EASY ROCKERS. Sem dúvida, essa foi a base de algo muito maior.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Apesar da vida curta, essa banda foi uma demonstração saudável e divertida do que é ser fã. Tocar na noite homenageando o trabalho daqueles que admiramos é uma experiência pra poucos e corajosos eleitos. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;E como o próprio Triumph cantou uma vez, na maravilhosa voz do Rik Emmett: NEVER SURRENDER, KEEP YOUR DREAMS ALIVE!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/yFBUHqdp4mE&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/yFBUHqdp4mE&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4149756019734905476-7494374310265416974?l=dudevocalista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dudevocalista.blogspot.com/feeds/7494374310265416974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dudevocalista.blogspot.com/2010/01/allied-forces-nao-basta-ser-fa-tem-que.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4149756019734905476/posts/default/7494374310265416974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4149756019734905476/posts/default/7494374310265416974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dudevocalista.blogspot.com/2010/01/allied-forces-nao-basta-ser-fa-tem-que.html' title='ALLIED FORCES - NÃO BASTA SER FÃ, TEM QUE TOCAR TRIUMPH!!'/><author><name>Dudé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12311338686319759595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/ScARcPygZVI/AAAAAAAAAPM/u-M1rseJ_S0/S220/Imagem+Kiss+Club+Garimpo+-+003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/S1zRJS3XAII/AAAAAAAAAdE/JOEB5Wu12VY/s72-c/ultima.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4149756019734905476.post-4845154203078681346</id><published>2009-11-24T16:46:00.000-08:00</published><updated>2009-11-24T21:20:37.173-08:00</updated><title type='text'>TEATRO</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/Swy9K4zMqXI/AAAAAAAAAcA/4klE5Tl0aiU/s1600/158_teatro.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 298px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407905247308589426" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/Swy9K4zMqXI/AAAAAAAAAcA/4klE5Tl0aiU/s320/158_teatro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O termo "deu um giro de 360 graus na vida" muitas vezes tem ligação com o fato de não saírmos do lugar, como se nossas vidas começassem e terminassem num mesmo ponto. No meu caso, existe um capítulo da minha história que começa e termina em um mesmo denominador comum, mas não me incomoda em nada: o teatro.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Se eu não estiver enganado, o ano era 2004. Era um domingo (disso, me lembro bem), eu estava pegando o metro pra ir ao ensaio do ASILO 70. Eu havia caído de balada na noite anterior, estava numa ressaca daquelas e, por essa razão, meu humor não era dos melhores naquele dia. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fiz baldeação na estação Sé, em direção à Ana Rosa, onde o Edu, baixista do ASILO 70 na época, me dava uma carona até o estúdio onde ensaiávamos. Entrei em um dos vagões, sentei na cadeira mais próxima da porta quase desabando de tanto sono. Eu tinha a intenção de tirar um belo cochilo até chegar ao meu destino, só pra tentar me recuperar um pouco da noite anterior.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu bem que tentei tirar uma soneca, embalado pelo balanço do metro ao parar nas estações. O problema é que tinha um sujeito sentado na minha frente que não parava de olhar pra mim. Normalmente, eu não me incomodo das pessoas me olharem na rua. Tenho uma certa diferença física da maioria que chama mesmo a atenção, eu sei disso. Isso nunca foi problema pra mim.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Só que o cara olhava tanto pra mim, que cheguei a perder o sono. Ainda pensei: "puta merda. Ainda por cima, um macho que não pára de me encarar. Podia ser a Juliana Paes, pelo menos!". Mesmo assim, não achei necessidade de criar um cavalo-de-batalha por causa disso, tinha outras preocupações em mente. Como o ensaio, por exemplo.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foi nesse instante que percebi que o sujeito estava numa cadeira de rodas e não possuia uma das pernas. Ele trajava uma camiseta preta escrito NOTURNO na altura do peito. Até aí, não é porque o cara tá numa cadeira de rodas que vai se justificar o fato dele me encarar a viagem toda, mas enfim...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cheguei na estação Ana Rosa e tratei de descer do vagão. Eu estava na plataforma, indo em direção às escadas, quando ouvi uma voz logo atrás de mim: "ei, amigo. Posso falar com você um instante?"&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu parei de andar, me virei e dei cara com o tal sujeito da cadeira de rodas. Eu já tava pra manda-lo praquele lugar, mas em virtude da sua voz tranquila, resolvi conversar com ele. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Desculpa eu atrapalhar o seu dia, mas é que a gente veio no mesmo vagão e eu pensei: esse cara deve gostar de teatro. Então, eu te pergunto: você gosta de teatro?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quando ele me falou isso, fiquei sem saber se o mandava à merda, ou se respondia que gostava de teatro. Como ele foi muito educado comigo, resolvi pegar leve:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Cara, gosto bastante de teatro, sim. Por quê? &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- É que eu faço parte de um grupo de teatro musical. Faço um curso na Oficina dos Menestréis, você conhece?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Não, brother. Não conheço, não - respondi.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Então, a Oficina dos Menestréis tem um curso de teatro direcionado para pessoas com deficiência física chamado Projeto Cadeirante. É um grupo formado praticamente só por usuários de cadeira de rodas. Na verdade, o Deto Montenegro, que é nosso diretor, adaptou o curso de teatro dele para a realidade do deficiente.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu ouvi tudo aquilo atento e o meu novo amigo continuou:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Estamos apresentando um espetáculo chamado NOTURNO que é o resultado desse curso e estamos em final de temporada. Você não gostaria de assistir?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Cara, eu adoraria. Achei muito interessante, de coração mesmo. Só que eu to com compromisso hoje e o pessoal da minha banda vai me matar porque eu to atrasado.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Você toca numa banda? - indagou o sujeito da cadeira de rodas e cabelos grisalhos - qual instrumento?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Sou vocalista. Canto na noite já tem um bom tempo e dou aulas de canto também. - respondi.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Cara, que demais! Agora que você tem que conhecer nosso trabalho, pois atuamos com teatro musical. Tenho certeza que você vai curtir pra caramba.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ao terminar de falar, ele puxou uma bolsa de tecido escuro que estava atrás da sua cadeira de rodas. De dentro dela, tirou dois bilhetes.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Olha, esses aqui são ingressos pro próximo fim de semana. Serão as duas últimas apresentações da temporada. Você prefere pro sábado, ou domingo?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Parei pra pensar qual dia ficaria melhor pra mim e respondi:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Me dá ingresso pro domingo. Sábado to com show pra fazer.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Então, tá. Vou te dar dois bilhetes, caso queira levar mais alguém. Como você é músico, vou deixar os ingressos na faixa.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Caramba, valeu mesmo. Como você se chama?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Meu nome é Adilson. E o seu?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Me chamo Eduardo, mas todo mundo me chama de Dudé.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Prazer, Dudé. Conto com a sua presença lá, heim? Posso pegar seu telefone?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Normalmente, não sou de passar o telefone pra primeira pessoa que eu conheço, mas percebi logo de cara que o Adilson se tratava de uma pessoa de confiança. Mesmo assim, peguei o telefone dele por via das dúvidas.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Cara, preciso ir agora que eu to super atrasado! - disse pro Adilson, já me encaminhando pra escada que levava pra fora da plataforma.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Beleza, meu amigo. Te vejo lá no domingo, ok?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Segui pra fora da estação Ana Rosa e me encontrei com o Edu que já me aguardava pra irmos juntos ao ensaio da banda.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na semana seguinte, guardei os ingressos que o Adilson me deu, ainda pensando se ia assistir ao espetáculo, ou não. Foi então que numa quarta, tarde da noite, o telefone tocou. Era o Adilson outra vez:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Então, cara. Você vai, né?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Brother, eu te disse que eu vou. Não esquenta. - respondi a ele, rindo da ansiedade do cara.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Legal! É que os ingressos que te dei, tive que bancar do meu bolso. Então, não vai me dar prejuizo, heim? - Disse o Adilson também rindo do outro lado da linha.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quando desligamos o telefone, logo pensei: "cacete, se eu não for nesse raio dessa peça, esse doido vai ficar me ligando pra me cobrar. Melhor, eu ir".&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Chegou o domingo e eu me dirigi até à estação Ana Rosa, na intenção de chegar no teatro Dias Gomes. Chegando lá entrei numa galeria e me dirigi até à recepção do teatro. Entreguei meu ingresso ao recepcionista e subi uma escadaria enfeitada com velas nos degraus, pra depois descobrir que havia um acesso por rampa (bem-feito. Quem mandou eu não perguntar se havia acesso por rampa, ou não?). Me ajeitei em uma das cadeiras e aguardei o início do espetáculo.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Depois de uma breve explicação do Deto Montenegro, diretor da Cia dos Menestréis, sobre o que se tratava a peça, todas as luzes do recinto se apagaram e o público começou a gritar, numa reação que eu só havia visto num show de Rock. Aliás, cada cena era finalizada com aplausos sempre intensos. E não era pra menos, NOTURNO sempre foi um musical de tirar o fôlego!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Terminado o espetáculo, as luzes se acenderam e o público teve livre acesso ao palco pra conversar com o elenco. Foi quando me encontrei com meu amigo Adilson:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- E aí, meu amigo? Gostou? - perguntou ele.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Cara, se eu gostei? Achei o máximo! Todos vocês estão de parabéns. - respondi empolgado.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Então, já imaginou você aqui junto com a gente? - disse o meu brother como se estivesse a prever o futuro.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Ah, colega. Meu palco é outro, mas agradeço o convite mesmo assim.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em meio a todo aquele burburinho, pessoas indo e vindo, cumprimentos, risadas e fotos tiradas com o pessoal do elenco, comecei a perceber um detalhe que tive que comentar com o Adilson:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Cara, vocês estão bem servidos de mulher, heim? Só tem gata por aqui.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O Adilson riu e me disse:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Olha, hoje foi o encerramento da temporada. Por causa disso, vai ter uma festa na casa de uma das cantoras do grupo. Você não quer ir com a gente?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nem pensei duas vezes na resposta:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Se tiver uma carona pra mim, eu quero.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Beleza, vou ver com o pessoal. Pera aí, só um minuto.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nesse meio tempo, nós saimos por um acesso que ficava ao lado do palco e que dava no andar de cima da galeria, onde se encontra o Dias Gomes. Descemos por uma rampa em caracol, onde o pessoal de cadeira de rodas adorava apostar corrida, e chegamos até o andar térreo que dá acesso pra rua. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na entrada da galeria, já na calçada, o Adilson chamou uma moça de longos cabelos castanho-escuros que estava a ajeitar uma cadeira de rodas dentro do porta-malas de um carro:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Mary! Vem aqui, por favor?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A moça se aproximou e o Adilson tratou de nos apresentar:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Dudé, essa é a Maristela. Mary, tem vaga no seu carro pra levar um fã da gente até a nossa festa?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Lógico. A única que vai comigo é a Leandra. Então tem vaga, sim. Pode vir, vai ser um prazer.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foi então que eu conheci as três pessoas que foram responsáveis por me envolver com o teatro.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Durante o trajeto, Maristela e Leandra trataram de me interrogar o máximo que podiam: "quem é você?", "o que faz da vida?", "você curtiu a peça?" e por aí vai. Mas tudo regado a muita descontração e bom humor.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aliás, descontração e bom humor foi o que não faltou naquela festa. Me lembro que cheguei em casa por volta das seis da manhã, mas havia curtido muito conhecer o novo pessoal.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No dia seguinte, meu telefone tocou. Dessa vez era a Maristela me convidando pra sair. Bom, o resumo da ópera é que começamos a namorar.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No primeiro mês de namoro, tudo correu como de costume: nós saíamos, iamos pra alguma balada, barzinho, cinema, etc. Até que, por volta de junho, se deu início a uma nova temporada do NOTURNO. Foi quando percebi que pra namorar uma atriz de teatro, você tem que bater ponto... no teatro!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu sempre me encontrava com a Mary nos fins de semana, após os ensaios. Então sempre marcávamos de nos encontrarmos às portas da galeria onde fica o Dias Gomes. Quando havia alguma temporada, eu assistia a quase todos os espetáculos. Moral da história: decorei o NOTURNO de trás pra frente, de tanto assistir. Apesar que isso também não se tornou um sacrifício, pois foi nessa época que comecei a fazer mais amizades com outros integrantes do elenco.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Numa bela noite, após assistir o NOTURNO pela milésima vez, todo o elenco do Projeto Cadeirante foi reunido em cima do palco pra uma entrevista. Durante o bate-papo que a galera teve com uma jornalista, ouvi o Deto anunciar que estava sempre abrindo turmas pros cursos com pessoas sem deficiência. Foi quando me empolguei.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cheguei no Deto, que já me conhecia (afinal, quem não conhecia o namorado da Maristela que não perdia nenhuma sessão do NOTURNO?), e perguntei quando exatamente as vagas seriam abertas, pois eu queria fazer o curso. Então, o Deto me respondeu:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Dudé, por que você não participa da montagem do próximo espetáculo que essa galera vai apresentar? Você já é conhecido do pessoal mesmo...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Brother, todos aqui já fizeram o curso e são atores experientes, eu não sei nada. Será que não vou atrapalhar?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Vai nada, brother. Você vai se divertir pra caramba e vai poder dar uns amassos na namorada sempre que quiser porque vai um tá pertinho do outro. - disse o Deto com um largo sorriso no rosto.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Como curti muito a idéia e resolvi topar o convite. No ensaio seguinte, o primeiro pra montagem do novo espetáculo, lá estava eu com aquele clássico semblante do&lt;br /&gt;"o que foi que eu vim fazer aqui?". Nem precisa dizer que meu primeiro teste foi um fiasco total.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SwyuwYFGqRI/AAAAAAAAAbg/Ox41i0mcDzs/s1600/Dud%C3%A9+e+Paulinho.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 250px; FLOAT: left; HEIGHT: 191px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407889398685935890" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SwyuwYFGqRI/AAAAAAAAAbg/Ox41i0mcDzs/s400/Dud%C3%A9+e+Paulinho.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Mesmo assim, eu fui encorajado a voltar por um outro cara que depois, se transformaria em outro grande brother. Seu nome: Paulinho Dias.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Cara, desanima, não. O primeiro ensaio é assim mesmo, tenta outra vez semana que vem. -disse o Paulinho me encorajando. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Então, eu fui... e acabei ficando. Só que eu não era o único novato no grupo. Junto comigo, vieram os deficientes visuais pra completar o elenco. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Esse é o espírito do menestrél: não importa se você é baixo, ou alto; gordo, ou magro; ou se anda de cadeira de rodas, muletas, mancando; ou se você não enxerga. Na verdade, só importa uma coisa: se você carrega a arte no seu coração e espírito.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E arte, na Oficina dos Menetréis, é algo levado tão a sério que é necessário ter disciplina. E não pode ser de outra forma.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A cobrança sempre foi muito forte dentro do teatro Dias Gomes. Mas de que adianta ter potencial se não se é cobrado? Nós só temos uma noção clara das nossas capacidades artísticas quando somos cobrados. Afinal, o público não merece menos do que a total entrega do ator. Essa filosofia, eu já havia aprendido com meu mestre Nando Fernandes. Sendo assim, o Dias Gomes foi se tornando, aos poucos, no meu segundo templo sagrado.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SwyzGkrExSI/AAAAAAAAAbo/xwMYI4s6yEE/s1600/Dud%C3%A9+e+Paulinho2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 144px; FLOAT: right; HEIGHT: 165px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407894178070054178" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SwyzGkrExSI/AAAAAAAAAbo/xwMYI4s6yEE/s400/Dud%C3%A9+e+Paulinho2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A peça que estávamos ensaiando na época era uma comédia musical chamada GOOD MORNING SÃO PAULO. Bom, achar veia cômica em mim, não é difícil. Quem me conhece, sabe disso.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Com a minha veia pra comediante pulsando a todo vapor, ganhei um baita de um presente: contra-cenar com Paulinho Dias, um ator por excelência. E a montagem de cada cena se tornava num motivo pra soltar a imaginação, seguida de uma bela gargalhada.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foi assim na famosa cena do E.T. onde ensaiei a primeira vez com o Paulinho e o Adilson aqui em casa. Já logo na primeira vez que a fizemos, minha mãe quase teve um troço de tanto rir.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E assim seguiu a montagem da peça, com os laços de amizade entre o elenco se estreitando cada vez mais, até o dia da grande estréia.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pra mim, foi uma experiência única. Eu já subia em palcos desde os meus 17 anos, mas nunca daquela forma. Foi simplesmente apaixonante!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O tempo foi passando e a primeira temporada se foi. E veio a segunda, a terceira e por aí vai.... Me apresentei com o pessoal em Santo André e São Carlos.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nessa apresentação de São Carlos, deixamos pra trás uma São Paulo mergulhada no caos dos ataques do PCC que enchiam os telejornais com notícias assustadoras. Mesmo assim, fomos em direção ao interior. A trupe não parava nunca.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nessa época, eu tive uma notícia boa e outra, ruim: a boa foi que nós haviamos deixado de ser um grupo de estudo, pra nos tornarmos a Cia Mix Menestréis. A notícia ruim veio por intermédio da minha perna mecânica que estava no limite do seu uso.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;As minhas idas à oficina ortópedica se tornaram cada vez mais frequentes e as notícias que os protéticos me davam eram desanimadoras, pois minha prótese não estava aguentando o tranco.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quando fiz uma apresentação do GOOD MORNING SÃO PAULO MIXTUREBA com o pé da minha prótese praticamente pendurado, vi que era hora de dar um tempo. Não adiantava tampar o Sol com a peneira.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Passado um ano após eu ter saído da Cia Mix Menestréis, e de restringir ao máximo o uso da minha prótese, consegui a doação de outra perna mecânica através do HC. Porém, eu sentia falta de um outro tipo de palco. Precisava ter uma guitarra elétrica rasgando junto com a minha voz. Senti a necessidade de voltar a estar à frente de uma banda outra vez.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quanto à Cia Mix Menestréis ficaram as amizades, a cumplicidade de dividir o palco com pessoas tão especiais (especiais pelo seu talento).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Só que a história não termina aí. Em 2009, ingressei na ABTM (Academia Brasileira de Teatro e Musical), ganhei a oportunidade de interpretar um trecho de uma das minhas óperas-rock preferidas: Jesus Christ Superstar, dentro do espetáculo Pocket Broadway.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407897991168961650" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/Swy2khksrHI/AAAAAAAAAb4/63jBLN-Cheo/s400/ABTM.jpg" /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pois é. Em algumas ocasiões, nossas vidas giram 360 graus e nos vemos fazendo o que faziamos há um tempo atrás. Em alguns momentos, mas só aqueles verdadeiramente especiais, nos vemos numa mesma história, só que contada de forma diferente... Graças a Deus!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Viitwj1EsTg&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Viitwj1EsTg&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4149756019734905476-4845154203078681346?l=dudevocalista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dudevocalista.blogspot.com/feeds/4845154203078681346/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dudevocalista.blogspot.com/2009/11/teatro.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4149756019734905476/posts/default/4845154203078681346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4149756019734905476/posts/default/4845154203078681346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dudevocalista.blogspot.com/2009/11/teatro.html' title='TEATRO'/><author><name>Dudé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12311338686319759595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/ScARcPygZVI/AAAAAAAAAPM/u-M1rseJ_S0/S220/Imagem+Kiss+Club+Garimpo+-+003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/Swy9K4zMqXI/AAAAAAAAAcA/4klE5Tl0aiU/s72-c/158_teatro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4149756019734905476.post-6412861778777552708</id><published>2009-09-07T17:37:00.000-07:00</published><updated>2009-09-07T20:42:52.122-07:00</updated><title type='text'>ASILO 70 - TRIBUTO À FASE ÁUREA DO ROCK</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SqXIkqeV3qI/AAAAAAAAAZM/PtTKRyyil6c/s1600-h/Asilo+70+-+email+promocional.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 244px; FLOAT: right; HEIGHT: 343px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378925862166322850" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SqXIkqeV3qI/AAAAAAAAAZM/PtTKRyyil6c/s320/Asilo+70+-+email+promocional.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Das 3.675.418 bandas que fiz parte, algumas são merecedoras de destaque por possuir ótimas histórias pra contar. O Asilo 70 foi uma dessas bandas que em seus sete anos de existência, gerou uma relação de amor e ódio entre seus integrantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começou no ano 2.000, quando eu estava profundamente influenciado pelas bandas da década de 70. Na época, eu percorria os bares paulistanos assistindo inúmeras bandas cover e confesso que fiquei um tanto quanto decepcionado. O motivo de tal decepção se devia ao fato que quase todas as bandas cover de São Paulo trabalhavam praticamente com o mesmo repertório. Cair de balada no Bixiga naquela época era quase como assistir a um filme da Sessão da Tarde: a gente assistia sabendo o final, pois já havia visto aquele filme dezenas de vezes.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aquela situação me fez refletir sobre os rumos que meu próximo projeto tomaria. Eu estava determinado a colocar em prática, uma banda que possuísse em seu repertório, as músicas que eu adorava (e ainda adoro) ouvir, mas tudo feito com muito critério, respeitando a sonoridade e feeling dos maravilhosos anos 70. Só que pra isso, eu precisava fechar uma formação com o mesmo gosto musical que o meu. Então, resolvi começar a procurar pelo guitarrista.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Num papo que tive numa das minhas baladas com um dos meus amigos, recebi a indicação de um guitarrista fã de Hendrix e que adorava tocar os sons dos anos 70 com total fidelidade. No dia seguinte, resolvi ligar pra esse cara.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SqXKhC9R4II/AAAAAAAAAZk/ZMX1fYG-iwE/s1600-h/asilo70_011-willie.jpg"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 150px; FLOAT: right; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378927999042314370" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SqXKhC9R4II/AAAAAAAAAZk/ZMX1fYG-iwE/s200/asilo70_011-willie.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O nome do guitarrista era Willie e no primeiro papo que tivemos, deu pra perceber que muitas das nossas idéias batiam. Eu havia arrumado o guitarrista ideal, mas faltava o restante da banda.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O Asilo-70 foi uma banda que se tornou marco na minha carreira, por ser o meu primeiro projeto onde usei uma ferramenta chamada Internet pra ajudar a encontrar as peças que faltavam. Eu tinha contato com a famosa rede mundial de computadores na casa do Nando Fernandes que, de tempo em tempo, imprimia sites com biografias das bandas e músicos que eu curtia. Porém, após minha irmã e meu cunhado se casarem, eles moraram um período junto comigo e os meus pais. Meu cunhado estava começando a entrar no mercado de web design, ramo do qual trabalha até hoje.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Como agora tínhamos um computador conectado à Rede, comecei a me aprofundar mais nessa tal de Internet. Foi o início dos anuncios virtuais das minhas aulas de canto e da caça de classificados de músicos procurando bandas.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A Internet mostrou um lado bom, e outro ruim. A parte boa da história é que eu tinha uma resposta muito mais rápida do que os panfletos que eu espalhava pela Teodoro Sampaio quando precisava procurar músicos. O lado ruim foi a quantidade de gente que eu e o Willie tivemos que testar, sem conseguir achar os caras que faltavam pra completar a banda. Mesmo assim, continuamos a procurar.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SqXJ6hV4_4I/AAAAAAAAAZc/vIlpzihWqCM/s1600-h/asilo70_009-johnny.jpg"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378927337183707010" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SqXJ6hV4_4I/AAAAAAAAAZc/vIlpzihWqCM/s200/asilo70_009-johnny.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O primeiro cara que consideramos ideal (ufa, finalmente!) foi o Johnny, baterista veterano que possuía no currículo uma passagem pela Destroyer, famosa banda cover do Kiss. Porém, tínhamos que achar um baixista pra completar a formação do novo projeto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Depois de meses anunciando na Internet, e de testar vários baixistas sem sucesso, encontramos o cara que faltava. Seu nome: Edu J.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Uma vez fechada a formação da banda, decidimos escolher o repertório a ser trabalhado e o consenso que chegamos foi que andariamos na contra-mão do repertório da maioria das bandas cover da época. Por exemplo: quando escolhemos as músicas do Deep Purple que tocaríamos, descartamos a famosa Smoke On The Water, que 90% das bandas tocavam na época, pra tirarmos sons como Maybe I'm A Leo e Gettin' Tigher. Isso sem falar de bandas como James Gang que adorávamos tocar nos shows, entre muitas outras.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os músicos do Asilo-70 possuiam características distintas que ajudavam a dar uma certa identidade à banda. Havia a pegada forte da bateria do Johnny, proviniente da sua influência Metal. Assim como o baixo groove e bem fraseado do Edu J. e a guitarra com som vintage do Willie. Nessa salada toda, misturava-se a minha voz fechando a demanda.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 202px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378926394665553746" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SqXJDqMDT1I/AAAAAAAAAZU/5gMIYhdLh9E/s320/Asilo+70+-+Dinossauros.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Após muito tempo de discussão sobre o nome da banda (nem vou citar algumas sugestões aqui, pois certos nomes eram absurdos. Principalmente, os que eu inventava!), chegamos à conclusão que o ideal era que o nome da banda deveria passar um recado simples e direto: gostamos de sons das antigas! Assim era batizada a ASILO 70.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Começamos a ensaiar o repertório semanalmente, num sistema que batizei irônicamente de Híbrido. Na época, havia surgido o MP-03 que podiamos baixar do computador, mas não podíamos gravar numa mídia, pois os gravadores de CD custavam muito caro na época. Fora que era um inferno baixar um único MP-03 através de conexão discada. Me lembro de uma ocasião, eu ter levado uma madrugada inteira pra baixar uma única música que eu era obrigado a colocar numa fita cassete pra levar o repertório pra todos da banda. Foram os bons tempos do Napster e do Audio Galaxy.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fomos trabalhando repertório e então, gravamos a primeira demo pra que fosse distribuída nos bares. E então, se deu início à série de shows no Dinossauros Bar, em Pinheiros; no Willy-Willie, em Moema e Manifesto, no Itaim Bibi. Tudo corria relativamente bem, até que os conflitos começaram. Sendo assim, houve nossa primeira baixa: Johnny deixava de assumir a bateria do Asilo 70.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Lá vou eu outra vez percorrer o raio da Internet atrás de outro baterista. Em 2002, entra em cena o baterista Cuca Santos que nos acompanhou num show, digamos, pitoresco.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Edu J. fazia parte na época de um motoclube cujos integrantes nos convidaram pra tocar num bar chamado O Postinho. Esse bar possuia uma característica pouco comum: uma banheira branca, daquelas bem antigas com as pontas arredondas, e em sua extremidade encontrava-se um chuveiro preso a um cabo de vassoura. Nem é preciso dizer que tal cena fez eu exclamar um sonoro "que porra é essa?", pois eu não havia entendido nada. Mas a devida explicação viria no decorrer da noite.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fizemos a primeira entrada do show com uma das platéias mais receptivas e simpáticas que haviamos tocado até então. Era o início da relação do Asilo-70 com a galera dos motoclubes.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Após meia hora de show, nós demos uma pausa e todas as atenções se dirigiram pra banheira. Foi quando surgiu uma morena de cabelos longos que estava vestindo um roupão. Bom, vou deixar de fazer suspense e contar logo o que aconteceu: a morena tirou o roupão, ficou de calcinha e sutiã, ligou o chuveiro, entrou na banheira e iniciou uma dança erótica toda molhada (literalmente falando) pro delírio da platéia.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foi quando se aproximou de mim, um cara de mais ou menos 1.90m, com a cabeça raspada e os braços lotados de tatuagem e sorrindo, me disse:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Que puta morena gostosa, cara!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E eu respondi sorrindo também:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Pode Crer!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Então, ele me confessou um detalhe que me fez gelar a alma:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- É a minha mina, caralho!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SqXLzElmcKI/AAAAAAAAAZs/JtWHoXiw1Ho/s1600-h/Dud%C3%A9+Gat%C3%A3o+2.JPG"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 142px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378929408229142690" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SqXLzElmcKI/AAAAAAAAAZs/JtWHoXiw1Ho/s200/Dud%C3%A9+Gat%C3%A3o+2.JPG" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Bom, eu havia acabado de chamar de gostosa, a namorada de um cara que parecia um figurante de filme do Chuck Norris. Em resumo: minha vida ia terminar alí e de um jeito bem doloroso. Foi quando tentei reverter a situação:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Cara, foi mal. - disse pro sujeito&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-Ué, você não falou que ela é gostosa? - respondeu o cara me fuzilando com os olhos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Disse, mas não foi bem do jeito que você tá pensando - eu não podia ter dito coisa mais idiota!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-  Afinal, minha mina é, ou não é, gostosa? - me perguntou o grandalhão.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aquele papo começou a me irritar. E infelizmente, quando fico puto, tenho uma certa tendência a perder a noção do perigo. Foi quando respondi seco pro cara:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Quer saber? Sua mina é gostosa pra cacete! E aí?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu já tava esperando a primeira porrada, quando o sujeito abriu um largo sorriso e me disse:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Assim que se fala, baixinho. Você quer uma cerveja?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SqXNhICycSI/AAAAAAAAAZ0/OkrvzCn8YOM/s1600-h/Dud%C3%A9+no+palco+2.JPG"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 240px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378931298942480674" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SqXNhICycSI/AAAAAAAAAZ0/OkrvzCn8YOM/s320/Dud%C3%A9+no+palco+2.JPG" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Bom, o restante da noite foi sem grandes sustos. Aquele deve ter sido um dos shows mais legais que o Asilo 70 havia feito até então. Sai do Postinho com ótimas amizades. Inclusive, do brother com os braços tatuados.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Meses após esse show, Cuca Santos deixa banda por questões financeiras. Então, Johnny reassume a bateria.... pra logo depois o Willie sair da banda! Lá vai o vocalista aqui correr atrás de outro guitarrista.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Depois de alguns testes, escolhemos um guitarrista chamado Pascale. Um cara super gente boa e que tocava muito bem.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Com essa formação, fizemos um show no estacionamento do centro de reabilitação de deficientes físicos do qual eu havia sido paciente durante tantos anos. Foi um dos shows mais emocionantes do Asilo-70.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Após isso, Pascale teve que se mudar com a esposa e a filhinha recém-nascida pra Praia Grande. Sendo assim, ficamos novamente com uma lacuna a ser preenchida. Se alguém adivinhar quem foi o guitarrista que entrou no lugar do Pascale, eu vou dar um doce. Só uma dica: ele foi da formação original da banda. Pois é, olha o Willie de volta! &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por isso que eu disse que o Asilo-70 foi uma relação de amor e ódio entre seus integrantes. O Johnny mesmo, chegou a sair e voltar pra banda em outras ocaisões. Parecia que a gente trocava mais de baterista do que de meia, mas enfim...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SqXPUQR71eI/AAAAAAAAAZ8/aUzC53O1zVU/s1600-h/FESTIVAL+INCLUSOM+-+FLYER+E-MAIL.JPG"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 235px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378933276838450658" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SqXPUQR71eI/AAAAAAAAAZ8/aUzC53O1zVU/s320/FESTIVAL+INCLUSOM+-+FLYER+E-MAIL.JPG" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foi com a chamada formação clássica da banda (Johnny, Edu, Willie e eu) que participamos do primeiro INCLUSOM, festival que aconteceu no Manifesto em 2005 e foi elaborado por mim e pela minha amiga, a jornalista Leandra Migotto, e que tinha o objetivo de arrecadar fundos pra instituições que trabalhavam com deficientes físicos. Só pra variar, nesse show também aconteceu algo pitoresco. E pra não perder o costume, foi comigo outra vez.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ao entrar no Manifesto pra fazer a passagem de som, eu tropecei no próprio pé (coisa de usurário de perna mecânica que tenta correr) e fui literalmente de rosto no chão. O barulho da minha testa batendo no piso do bar foi tão alto, que uma das garçonetes chegou a dizer: "Porra, derrubaram o barril de chopp no chão outra vez?"&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O pessoal da banda e os funcionários do Manifesto me ajudaram a levantar. Porém, o que havia acontecido comigo era preocupante. Eu estava com um corte no super-cílio esquerdo que não parava de sangrar. Cogitaram de me levar a um hospital pra que eu levasse pontos, mas se fizéssemos isso, não haveria tempo pro show.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Porém, o Willie havia começado a namorar com uma médica que o acompanhara na passagem de som. Foi essa moça que deu a idéia de dar um ponto falso com esparadrapo pra parar o sangramento.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Todos correram pra farmácia mais próxima pra comprar esparadrapo, gase, mertiolate, etc... tudo que era necessário pra dar o ponto falso. Voltamos pro Manifesto e nos trancamos no banheiro pra que a namorada do Willie remendasse a minha testa.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu lembro que o sangramento parou na terceira tentativa. Eu e o Willie saimos do banheiro e corremos pro palco. Havia um show pra fazer em nome de uma causa nobre. Graças a Deus, o resto da noite correu sem maiores problemas. Pois é, Deus no coração e Rock And Roll no sangue!!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378935037469368754" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SqXQ6vJDobI/AAAAAAAAAaE/D5pl8nfb2HI/s320/Dud%C3%A9+no+INCLUSOM.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O Asilo-70 encerrou atividades em 2006. Em 2007, tentei reformular a banda com outros músicos que deram uma roupagem mais pesada aos grandes clássicos dos anos 70. Com essa formação, chegamos a fazer o segundo INCLUSOM também no Manifesto. Foi o encerramento de sete anos de história da banda com chave de ouro.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu fico imaginando como seria a trajetória da banda com os recursos de hoje. Apesar da Internet contribuir com o nascimento do Asilo-70, não tínhamos ferramentas de divulgação como o Orkut, My Space, Twitter, etc. Mesmo assim, o Asilo-70 foi um exemplo do que pode ser feito com perseverança... e amor ao Rock And Roll!!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/zFO3QMZQmO0&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/zFO3QMZQmO0&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4149756019734905476-6412861778777552708?l=dudevocalista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dudevocalista.blogspot.com/feeds/6412861778777552708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dudevocalista.blogspot.com/2009/09/asilo-70-tributo-fase-aurea-do-rock.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4149756019734905476/posts/default/6412861778777552708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4149756019734905476/posts/default/6412861778777552708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dudevocalista.blogspot.com/2009/09/asilo-70-tributo-fase-aurea-do-rock.html' title='ASILO 70 - TRIBUTO À FASE ÁUREA DO ROCK'/><author><name>Dudé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12311338686319759595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/ScARcPygZVI/AAAAAAAAAPM/u-M1rseJ_S0/S220/Imagem+Kiss+Club+Garimpo+-+003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SqXIkqeV3qI/AAAAAAAAAZM/PtTKRyyil6c/s72-c/Asilo+70+-+email+promocional.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4149756019734905476.post-3081531451786801866</id><published>2009-07-22T08:15:00.000-07:00</published><updated>2009-08-04T19:43:01.083-07:00</updated><title type='text'>AO MESTRE, COM CARINHO</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SnixCzBhmtI/AAAAAAAAAYE/HCaz5MLgF-Y/s1600-h/Nando.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 214px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366233617626405586" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SnixCzBhmtI/AAAAAAAAAYE/HCaz5MLgF-Y/s320/Nando.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;1994 foi um ano de renovação. O Plano Real havia sido instaurado, trazendo novo alento pra todos que haviam sofrido com o plano Collor anos atrás. O Brasil finalmente conquistou o tão sonhado tetra campeonato mundial de futebol, em cima da rival Itália. As pessoas entravam no clima dos novos ares que o país respirava e faziam planos. Comigo, não foi diferente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Nesse ano, eu fui substituído no Zerstorer por um vocalista que viría a se tornar um grande amigo meu momentos depois: o Marcelo, que atualmente canta na banda Ópera. O motivo da minha substituíção foi o repertório da banda que estava cada vez mais complexo e eu não tive como acompanhar esse ritmo de trabalho por questões técnicas, mesmo fazendo aulas de Canto desde 1993.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Apesar de eu ter me chateado bastante com minha substituição, isso me fez refletir muito sobre algo que mudaria meu destino pra sempre: qual a importância da música na minha vida? Até aonde eu deixaria a música me levar? A resposta à essas perguntas viriam até a mim na forma de um dos personagens mais importantes da minha estória.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Bom, eu já fazia aulas de Canto na época em que recebi um belo pé na bunda do Zerstorer, mas percebi que não era suficiente. Eu precisava direcionar minha voz pra o que eu queria.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Até a professora com quem eu fazia aulas, me orientou no sentido de eu procurar alguém mais específico. Mas quem?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Eu cheguei à conclusão que deveria ver isso com calma, queria fazer aula com a pessoa certa e eu também tava sem banda mesmo. Então não havia pressa.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Meu gosto musical estava mudando também. Gradativamente, as bandas de Heavy e Thrash Metal que eu curtia cediam espaço pras bandas de hard rock e progressivo, com uma ênfase especial pro Rush, banda da qual cheguei a ter a coleção completa de discos em vinil.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Outro fator que alterou muito meu gosto musical foi o Rhinos Bar. Através dos seus frequentadores, tive contato com o trabalho de bandas de Rock And Roll e Blues-Rock dos anos 70 que não faziam parte da chamada "Divina Trindade" da época (Led Zeppelin, Black Sabbath e Deep Purple). E foi no Rhinos que conheci um brother que viria a me indicar meu novo professor de Canto. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;O vocalista da banda Mr Hide havia feito aulas com um cara chamado Nando Fernandes que fazia parte, na época, do Cavalo Vapor e do Deep Purple Cover. Pelo que eu já havia visto nos shows do Mr. Hide, realmente as aulas deram um bom resultado pra esse meu amigo.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;"O cara é um excelente professor porque ele entende do tipo de som que a gente gosta", disse o meu brother. Sendo assim, tratei de pegar o telefone do Nando com ele.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;No mesmo dia, fiquei sabendo que o Cavalo Vapor iria se apresentar no então Brithania, na semana seguinte. Seria uma ótima oportunidade de eu ver o Nando em ação, antes de acertar alguma coisa. Resolvi então esperar um pouco mais, antes de entrar em contato com ele. Juntei uma galera e fomos todos assistir Cavalo Vapor e Dr Sin no outro fim de semana.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;A primeira impressão que tiver ao ver o Nando cantar, foi me perguntar: "cacete, esse cara é de verdade mesmo?". E o mais engraçado é que me pergunto isso até hoje, cada vez que o vejo cantando. Pra mim, ele é um cara que sempre beirou à perfeição.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Após ficar extasiado com a performance dessas duas bandas fantásticas, tive vontade de bater um papo com meu futuro professor de Canto. Porém, o pessoal com quem eu estava, queria sair do Brithania pra esticar a balada pra um outro lugar. Como eu já tinha o telefone do Nando, achei melhor ir com a galera e deixar pra conversar com ele em outra ocasião.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Também foi na mesma semana que resolvi montar uma nova banda. Mesmo sem saber direito que estílo de som seguir. Eu estava numa fase em que ouvia muitas bandas diferentes e todas elas me influenciavam de alguma forma. Foi quando a resposta veio até a mim de uma forma totalmente inusitada... só pra variar.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Numa bela tarde, dias antes de eu ligar pro Nando, meu amigo Ricardinho me encontrou no elevador do condomínio onde morávamos e me disse que tinha uma fita que queria que eu ouvisse. Quando perguntei do que se tratava, ele me respondeu: "é uma banda canadense chamada Triumph. Tem música dos caras que parece Hard Rock. Outros sons, parece Progressivo. Como você curte as duas coisas, acho que vai gostar".&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Peguei a tal fita cassete do Ricardinho e fui ouvir o tal do Triumph. Moral da estória: minha cabeça girou 180 graus ao escutar aquilo!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Triumph tinha tudo que eu sempre quis ouvir numa banda: arranjos e riffs de guitarra muito bem estruturados, refrões marcantes e na falta de um, a banda possuia dois vocalistas de primeiríssima linha: O baterista Gill Moore e o guitarrista Rik Emmett. Fora que os caras compuseram um som chamado Never Surrender cuja letra, considero até hoje como um resumo da minha vida. E como se não bastasse, a banda era um power-trio. Ou seja: eram três músicos que esbanjavam talento.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Aquela fita cassete resolveu a questão do direcionamento que eu queria dar pro meu próximo projeto. Ou eu montaria uma banda com influências dos caras, ou criaria um Triumph Cover. Como em 1994 estava muito em voga as bandas de cover específico, resolvi montar um Triumph Cover e convidei o Evandro, meu velho parceiro de bandas, pra assumir o contra-baixo dessa nova empreitada. Assim como eu, Evandro se apaixonou pelo trabalho desse maravilhoso power trio canadense e tratamos de arrumar os outros componentes da banda que estavam faltando.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Enquanto isso, eu tratei de entrar em contato com Nando Fernandes. Pra cantar Triumph, eu precisaria de uma bagagem técnica. Então, fui correr atrás do prejuízo o quanto antes.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Me lembro até hoje da primeira ligação que fiz pro Nando. Conversamos durante um bom tempo por telefone e ele me explicou detalhadamente tudo que o seu curso de Canto tinha a oferecer. Marquei uma quarta à noite pra iniciarmos as aulas.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;A primeira aula acabou sendo um bate-papo, onde ele me perguntou sobre muitas coisas. Desde meu gosto musical, até a minha experiência com bandas, se eu já havia estudado Canto, etc. Foi aí que o Nando fez a pergunta crucial:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;- Por que você quer aprender a cantar?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;- Porque cantar me faz bem - respondi a ele - Não sei bem o por quê, só sei que me faz bem. Sendo assim, quero que você me ensine.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Foi a partir daí que se deu início a seis anos de curso de Canto. Como os ensaios com o Triumph Cover começaram na mesma época, eu usava a banda como laboratório pra aplicar na prática o que aprendia durante as aulas.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;O Nando dizia que eu mostrava um potencial pra coisa. Sendo assim, a cobrança durante o curso sempre foi muito grande, e agradeço muito a ele por isso. Numa ocasião, ele teve o seguinte papo comigo:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/Snix0_MaWEI/AAAAAAAAAYM/tbVfG2k5zDk/s1600-h/Dud%C3%A9+e+Nando+Fernandes+2.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 213px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366234479886751810" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/Snix0_MaWEI/AAAAAAAAAYM/tbVfG2k5zDk/s320/Dud%C3%A9+e+Nando+Fernandes+2.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;- Você é um cara inteligente o suficiente pra saber que possue uma certa diferençazinha, em comparação aos outros. Essa diferença, pra mim, não influencia em nada. Pra minha família e pra sua, também não. Também não influencia pros seus amigos que te conhecem bem. Falo isso porque todo mundo sabe da sua competência, das suas capacidades. A gente sabe que sua diferença jamais será desculpa, ou pretexto pras suas derrotas. E nunca será um trampolim pras suas vitórias, pois você não precisa se valer disso pra vencer na vida. Eu sei disso de coração.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;E ele continuou:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;- Só que o mundo lá fora, por pura ignorância, não sabe disso. A gente vive numa sociedade que julga o livro pela capa, você sabe. Bom, eu vou te ensinar pra que ninguém, sob hipótese nenhuma, veja a sua diferença. Ou até veja, mas em segundo plano, pois sua competência vai mostrar que essa diferença é um detalhezinho sem importância. Ao subir no palco, você será sempre a águia empuleirada na montanha mais alta. As suas garras vão ser sua voz. E quero ver quem é que vai ter coragem de desafiar uma águia empuleirada no ponto mais alto, pronta pra usar as garras! Nem o mais ignorante vai ter coragem de te encarar. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Foi nesse espírito que prossegui no curso. Sempre digo que ter aulas com o Nando se resumia em receber elogios quando merecia e tomar uns belos puxões de orelha quando precisava. A música havia deixado de ser apenas uma brincadeira, pra se transformar na minha razão de viver. E isso, eu também devo ao Nando. Finalmente, encontrei alguém que me ensinou a amar música.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/Sniz1JhOzLI/AAAAAAAAAYU/nYdfL9LBMXc/s1600-h/Rog%C3%A9rio.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 169px; FLOAT: left; HEIGHT: 139px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366236681681685682" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/Sniz1JhOzLI/AAAAAAAAAYU/nYdfL9LBMXc/s320/Rog%C3%A9rio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;E por falar em paixão, de nada adianta estar apaixonado, se você não tem o lugar adequado pra fazer amor. No mesmo ano, surgiu o lugar onde eu ia fazer amor com a música todos os sábados: o Noni-Noni Bar.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;O Noni-Noni era um lugar onde os termos Rock and Roll e irmandade se fundiam em uma coisa só. Foi o meu templo sagrado durante muito tempo, lugar onde conheci pessoas extraordinárias e fiz amizades duradouras. Nesse bar, tive a oportunidade de conhecer também dois caras que, assim como o Nando, viriam a se tornar minhas principais influências: Rogério Fernandes, irmão do Nando, e o Ackua. Até hoje, considero esses três como a trinca de ases da voz. Maior que o talento deles, só o coração desses verdadeiros guerreiros do Rock And Roll.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/Sni5SgY4sfI/AAAAAAAAAY0/KbfdgXxW178/s1600-h/Ackua.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 134px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366242683595043314" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/Sni5SgY4sfI/AAAAAAAAAY0/KbfdgXxW178/s200/Ackua.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Foi a época de assistir a grandes shows do Electric Funeral (Black Sabbath Cover, onde o Rogério era o vocalista na época); Knock Out e Whitesnake Cover (bandas das quais meu querido brother Ackua era o vocalista). Isso sem falar no Deep Purple Cover e no Cavalo Vapor, bandas que o Nando assumia o vocal.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Era a época de conversar durante a aula sobre os acontecimentos do último show do Uriah Heep, de estudar feito doido durante a semana. De cair de balada no Noni-Noni no sábado e ensaiar com o Triumph Cover no domingo. Época de discutir desde o último disco lançado pelo Glenn Hughes, até a última menininha que pegamos na balada. Eram bons tempos.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;O Noni-Noni era meu antro de perdição, local de diversão e a minha verdadeira Escola do Rock. Tudo no mesmo lugar! Mas havia chegado a hora desse saudoso bar se tornar o lugar onde eu mostraria que o Dudé veio pra ficar. Depois de meses de ensaios, minha banda tinha uma data de show marcada. E seria numa quinta-feira. Só pra mostrar pros donos da casa, e pra poucas testemunhas, do que o nosso Triumph Cover era capaz.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Esse primeiro show teve dois episódios inesquecíveis pra mim: foi uma noite que caiu uma chuva tão forte, que quase não conseguimos chegar, mas chegamos e fizemos o show. E foi também a primeira vez que o Rogério viu uma apresentação minha.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;"Meu irmão pediu pra eu vir aqui pra ver como você se comporta. Se você fizer merda, vou dedurar pra ele. Não quero nem saber!" disse o Rogério sorrindo pra mim, um pouco antes de eu subir no palco.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Eu sei que naquela noite, o show correu bem, os donos da casa gostaram e fui pra aula na semana seguinte, esperançoso do Rogério ter passado um relatório favorável à minha pessoa pro Nando. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;- O Rogério falou super bem de você e da banda, gostei de saber. No próximo show, eu vou conferir pessoalmente - disse o meu professor de canto, no intuito de me incentivar através da pressão. Aliás, diga-se de passagem, não existe forma melhor de se incentivar alguém do que jogar a responsabilidade pro mesmo. No show seguinte, o Nando estava na platéia e curtiu muito o que ouviu.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;- Moleque, gostei pra caramba de você cantando, sua postura de palco, etc. O caminho é esse mesmo, mas ainda temos bem o que trilhar. - disse meu mestre Jedi que sempre acreditou no meu potencial.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Música se tornava cada vez mais a minha disciplina. Parei de beber e comecei a cuidar melhor de mim pra preservar meu instrumento mais valioso: minha voz. Eu acordava música, comia música, bebia música e dormia música.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Foi a época dos relacionamentos afetivos que nasciam pouco antes de eu subir no palco, e terminavam pouco antes de eu terminar o show seguinte. O que eu mais ouvia de reclamação das meninas era que eu só arrumava amantes, pois namorada séria mesmo, eu já tinha a música.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Com 22 anos de idade, eu não me importava com esse tipo de observação. Eu só queria cantar, só isso! Tudo que eu queria era um palco, com um microfone na minha frente e uma banda recebendo os aplausos do público. Era o que importava pra mim. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Os relacionamentos terminavam com lágrimas, cerveja e uma boa transa depois do show, que só me serviam de inspiração pra que eu fizesse uma interpretação mais acentuada, nas baladas românticas que o Triumph Cover tocava. Com certeza, foi a fase mais radical da minha vida.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Quando não lidava com música de forma direta, eu arrumava um jeito de lidar de forma indireta. Cheguei a trabalhar como vendedor de instrumentos musicais e técnico de som num estúdio de gravação só pra bancar as minhas aulas. E fui tocando a vida dessa forma até o ano de 1999, quando entrei na reta final do curso de Canto. O Noni-Noni não existia mais, muito menos o Triumph Cover, mas surgiram outras bandas pra eu trabalhar como vocalista. Assim como outros bares pra me apresentar.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Nesse ano, surgiu a necessidade de eu arrumar uma fonte extra de renda pra continuar bancando as minhas aulas, pois foi quando comecei a ajudar nas contas daqui de casa. Eu não queria parar com o curso, justo quande estava pra terminá-lo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Foi quando surgiu a oportunidade de me tornar professor de Canto numa instituição de reabilitação de deficientes físicos. Eu não podia iniciar de forma melhor, a minha carreira como professor. Sendo assim, aos 27 anos de idade, fui encarar mais esse desafio na minha vida e com o aval do Nando. Fora que era uma ótima oportunidade de dar minha contribuição social também. Afinal, eu já fui paciente de um centro de reabilitação durante anos. Parei de dar aulas nessa instituição pra trabalhar como professor em 2000 na minha própria casa.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/Sni2VGTTpDI/AAAAAAAAAYk/GIraWoUXcR0/s1600-h/Dud%C3%A9+e+Nando+Fernandes+-+Niver+Dude+007.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 240px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366239429597045810" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/Sni2VGTTpDI/AAAAAAAAAYk/GIraWoUXcR0/s320/Dud%C3%A9+e+Nando+Fernandes+-+Niver+Dude+007.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Nesse mesmo ano, meu curso de Canto havia chegado ao fim. Mesmo depois de terminar o curso, continuávamos a nos encontrar no Café Piu-Piu, quando o Nando se apresentava com o Kaleidoscope e, posteriormente, com a banda Rádio Show. E sempre com direito à alguma jam da minha parte.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Os anos foram passando e quando menos esperava, o Nando me surpreendeu mais uma vez, com as suas aparições antológicas no Programa Raul Gil, competindo no quadro "Quem sabe, Canta. Quem Não Sabe, Dança". Foi quando minha família teve a oportunidade de acompanhar, e torcer, por aquele que havia me ensinado durante tanto tempo.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Em 2004, havia chegado a minha vez de passar no teste pro Raul Gil. E minha gravação se deu no fim do mesmo ano, com a minha participação sendo transmitida em janeiro do ano seguinte. A música que cantei? Lay It On The Line do Triumph, é claro!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Foi um dia em que o Nando me mostrou a diferença entre ser professor e ser mestre. Ele ficou o tempo todo do meu lado, passando a sua experiência em programas de auditório pra que tudo corresse bem comigo. E não poderia ser melhor...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Naquele janeiro de 2005, minha voz e imagem correram o Brasil todo pelas ondas da TV chegando numa cidadezinha chamada Valença, onde muitos anos antes, uma família havia saído com a cara e a coragem pra procurar tratamento médico pro seu integrante mais novo. Aquele que havia saído do interior da Bahia sem muitas apostas de vitória, retornava com uma força que poucos poderiam prever. A águia empuleirada no topo do mundo mostrava suas garras pra alívio e alegria de muitos que assistiram à minha partida, e da minha família, em 1976.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Hoje, sou um dos caras responsáveis por seguir com o legado de Nando Fernandes, algo que me enche de honra. Tenho meu home studio, onde administro as minhas aulas, trabalho cantando na noite, além de ter inúmeras gravações em estúdio. Me encontrei como profissional e como pessoa, graças a um cara que teve a capacidade de enxergar a águia que existe em mim. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Essa águia voa cada vez mais alto hoje em dia. E faz questão de deixar bem claro que foi um grande mestre chamado Nando Fernandes que a ensinou a ganhar o céu.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366246933730970354" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/Sni9J5YQSvI/AAAAAAAAAZE/eFG1yoY3ekQ/s400/Dud%C3%A9+Voz+do+Rock.JPG" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4149756019734905476-3081531451786801866?l=dudevocalista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dudevocalista.blogspot.com/feeds/3081531451786801866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dudevocalista.blogspot.com/2009/07/ao-mestre-com-carinho.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4149756019734905476/posts/default/3081531451786801866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4149756019734905476/posts/default/3081531451786801866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dudevocalista.blogspot.com/2009/07/ao-mestre-com-carinho.html' title='AO MESTRE, COM CARINHO'/><author><name>Dudé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12311338686319759595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/ScARcPygZVI/AAAAAAAAAPM/u-M1rseJ_S0/S220/Imagem+Kiss+Club+Garimpo+-+003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SnixCzBhmtI/AAAAAAAAAYE/HCaz5MLgF-Y/s72-c/Nando.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4149756019734905476.post-1590175481193241215</id><published>2009-07-06T07:35:00.000-07:00</published><updated>2009-07-07T20:46:01.989-07:00</updated><title type='text'>IT'S ONLY ROCK AND ROLL, BUT I LIKE IT!!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SlLJNG42mKI/AAAAAAAAAX0/jXU9Zm-Chco/s1600-h/Dud%C3%A9+Poser+17.jpg"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 213px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355564133921495202" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SlLJNG42mKI/AAAAAAAAAX0/jXU9Zm-Chco/s320/Dud%C3%A9+Poser+17.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Música é a forma mais completa de libertação". Quanto mais ouço essa frase, mais concordo com ela.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Em 1988, eu tinha 16 anos. Estava em plena atividade típica de adolescente demarcador de território, mas com uma diferença: o território que eu queria demarcar era tão amplo, que não cabia na minha cabeça, nem no meu coração. Talvez seja esse o motivo pelo qual eu comecei a andar noite afora.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;A fase das trevas das inúmeras cirurgias já havia passado. E comecei a sentir o por quê dos médicos terem pedido tanta paciência, tanto da minha parte, quanto da parte da minha família.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Eu finalmente andava com passos firmes, sem precisar de muletas. Desde os meus 14 anos, eu dava minhas escapulidas do meu condomínio e ganhava a rua. Minha mãe me dava a orientação de eu sair do prédio, onde moro até hoje, sempre acompanhado. Mas se eu saísse de casa "escoltado", jamais aprenderia a me virar. E de 1986 a 1988, foi o que tratei de fazer: fui aprender a ganhar a rua sozinho.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Aos 16 anos de idade, eu estudava no Colégio São Judas no período da tarde. A parte da manhã era pra cuidar dos meus afazeres de escola. Sendo assim, me sobrava a noite.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;E à noite, eu saia de casa todos os dias, com chuva, ou com frio. E andava, e andava, e andava....&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Minhas primeiras caminhadas tinham como objetivo, a casa dos meus amigos de colégio. Eu era craque em cair de páraquedas na casa dos outros. Batia um papo com alguém que estudava comigo e ía embora. Cada noite que passava, as caminhadas tornavam-se cada vez mais longas. Houve noites em que eu praticamente cobria o bairro inteiro da Mooca, onde moro. E era conhecido em cada canto que eu passava.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Numa dessas "rondas", como minha mãe chamava meus passeios noturnos, encontrei uma amiga de colégio que morava num prédio na Rua Tobias Barreto, a Márcia. Ela estava com outras pessoas que haviam testemunhado uma briga. Quatro sujeitos dentro de um carro haviam cercado um pobre coitado numa esquina próxima e o espancaram até deixá-lo estirado no chão. O grupo que estava com essa minha amiga estava disposto a vingar a humilhação que esse cara havia sofrido (esse episódio, eu vi acontecer não sei quantas vezes. Na Mooca, ao cair da noite, era assim: os personagens mudavam, mas o roteiro era sempre o mesmo).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Como eu estava ali apenas nas minhas caminhadas costumeiras, e como essa minha amiga era muito bonita, resolvi marcar presença e ajudar aquele pessoal a encontrar os caras que haviam espancados o amigo deles. Foi quando ouvimos um som de pneu cantando e uma Caravan marrom entrou em alta velocidade na rua debaixo, que fazia cruzamento onde estávamos. Então, eu perguntei:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;- Será que é o carro dos caras?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Por um momento, ninguém me respondeu. Quando perguntei outra vez, um dos caras que estava no grupo, sussurou no ouvido da minha amiga: "só falta os manos serem da Campineiros".&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Foi então que eu perguntei:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;- O que tem os caras da Campineiros?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Novamente, ninguém me respondeu. Sendo assim, eu voltei a perguntar:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;- Caramba, o que tem os caras da Campineiros?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;- Na Rua dos Campineiros só tem doido, brother. É isso! - respondeu o mesmo sujeito que havia sussurrado momentos antes.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Como a coisa toda havia chegado a um impasse, eu me ofereci pra descer até a Rua dos Campineiros e verificar se o carro que havia passado por ali momentos antes, era o mesmo que eles estavam procurando.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;-Deixa quieto, Dudé. Não precisa fazer isso, não. Os caras da Campineiros são super gente boa, mas se foram eles que espancaram nosso amigo, já viu, né? - explicou minha amiga Márcia.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Então, eu respondi:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;- Por mim, tudo bem. Eles não me conhecem mesmo. E eu não vou chegar nos caras e perguntar do carro, né? Vou só dar uma olhada e volto aqui depois.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Imagina que eu ia perder a oportunidade de impressionar uma das meninas mais bonitas da escola? Ser adolescente é isso, a gente sempre pensa com os hormônios.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Desci até à Rua Dos Campineiros. Andei de uma esquina a outra e não encontrei nada. Quando eu voltava pra Tobias Barreto, encontrei um outro grupo de pessoas que estavam conversando na porta de uma vila.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;"Será que os caras são doidos mesmo? Vou lá verificar". Pensei comigo mesmo. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Atravessei a rua, me aproximei deles e fiz o que sabia fazer de melhor naquela época: cair de páraquedas e puxar assunto com as pessoas.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;O resultado dessa conversa foi que daquela noite em diante, eu tinha endereço certo. Todas as minhas caminhadas ou começavam, ou terminavam na Rua dos Campineiros. Acabei me tornando mais um doido daquela vizinhança.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Entre as muitas amizades que fiz ali, duas acabaram se tornando muito especiais. Os nomes dos caras são Alessandro e Evandro.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;O Alessandro e o Evandro são as duas pessoas mais diferentes uma da outra que já conheci. E talvez seja por isso que eles se davam tão bem. E se dão bem até hoje, pois nossa amizade não se perdeu com o tempo. A mim, coube ser o meio termo entre essas duas figuras extraordinárias.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;O Evandro sempre foi o cara metódico, aquele que se apega aos mínimos detalhes. Essa característica veio a fazer a diferença nas outras bandas que viemos a particiar a seguir. Um cara tímido, que deixava sempre claro que quem se aproxima dele, deve primeiro ganhar sua confiança. Nunca foi uma pessoa de falar muito, mas me lembro dele como aquele que sempre falava o necessário, no momento certo. Inclusive na hora de tirar sarro de alguém, ou de alguma coisa. O que no nosso caso, que sempre tínhamos um senso crítico super afiado, acontecia com bastante frequencia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;O Alessandro é totalmente o contrário. Uma pessoa expontânea, um cara impulsivo em muitas ocasiões. Conversava com todo mundo, fazia amizade com todos. Tinha um senso crítico muito apurado, estava sempre de bom humor. Fazia o que lhe dava na telha, sem se preocupar muito com a opinião alheia.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SlK5fSfWXRI/AAAAAAAAAW8/FGGr3wK1ot4/s1600-h/Dud%C3%A9+-+palco.jpg"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 133px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355546854087351570" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SlK5fSfWXRI/AAAAAAAAAW8/FGGr3wK1ot4/s200/Dud%C3%A9+-+palco.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;E junto com eles, estava eu. Horas, eu achava necessário chutar o balde com determinadas coisas, como o Alessandro agia. Em outras ocasiões, eu achava que devia ponderar e pensar nos prós e contras, como o Evandro fazia. Em muitas ocasiões, tive a honra de ser o freio de um, pois não se vive chutando o balde o tempo todo, e o acelerador do outro, porque certas coisas da vida são mais divertidas de se fazer sem ponderar.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Nós três tínhamos outra coisa em comum: o Rock And Roll.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Desde 1985, minha visão do mundo havia mudado, a partir do primeiro Rock In Rio, que foi transmitido pela TV.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Assistia empolgado aos shows de Ozzy Osbourne, Scorpions, Whitesnake e Iron Maiden. Porém, teve uma banda que foi a responsável por dar uma guinada de 180 graus na minha vida: Queen. Esse foi o show do qual assisti e pensei de imediato: "é isso que quero fazer da minha vida!". Aquele show me marcou de tal forma que anos depois, a profecia se concretizaria.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;A Mooca dos meus tempos de adolescente era um bairro que não tinha muito o que fazer. Havia a Over Night, danceteria que se encontrava na Rua Juvenal Parada. Ficávamos na porta dessa danceteria, nos botecos do outro lado rua, jogando conversa fora até os frequentadores saírem de lá. Quando saiam, sempre acontecia algum tipo de problema. Os problemas mais simples eram resolvidos no tapa ali mesmo. Os mais graves, normalmente se extendiam durante a semana, com turmas tomando partido daqueles que tinham culpa no cartório, ou não. Se encontrando à noite pra se espancarem uns aos outros.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Havia os momentos de calmaria. Assim como os embates que duravam dias. Quando a coisa toda era resolvida na porrada, tudo bem. O problema foi quando começou a aparecer gente resolvendo suas diferenças na bala. Perdi dois amigos por causa desse tipo de estupidez. Nesse campo de batalha estávamos eu, o Alessandro e o Evandro. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;O Evandro por ser mais reservado, não se envolvia muito nessas brigas. Mas eu e o Alessandro, que sempre estávamos pela rua na hora errada e no lugar errado, sobrava alguma coisa às vezes.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Foi nessa época que resolvi usar minha prótese superior outra vez. Meu braço mecânico era aquele antigo tipo canadense, feito em madeira e alumínio. No lugar da mão, ele possuía dois ganchos feitos em alumínio maciço que abriam num movimento em pinça. Comecei a usá-lo como "esmagador de crânios" caso fosse necessário. Era o que eu tinha pra me defender, caso minhas caminhadas noturnas acabassem em algo, digamos, desagradável. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Pra ajudar mais ainda, numa das primeiras vezes que usei o braço mecânico pra arrebentar alguém, fui arrumar confusão na frente de um templo evangélico, onde os religiosos saíram à rua gritando: "Pára, pára! Você está acabando com o rapaz com esse instrumento do diabo!!". E olha que o moleque com quem briguei naquela noite nem fazia parte daquela igreja.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;No dia seguinte, a notícia se espalhou pelo bairro e meu braço mecânico ganhou um apelido super meigo da galera: Satan. Eu era o cara que andava à noite, com o Satan do lado. Sinceramente, ninguém merece.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;O tempo foi passando e muito dessas situações que descrevi, continuavam a acontecer constantemente. Eu comecei a cansar de tudo aquilo.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Numa bela noite, sentado na guia da calçada na Campineiros junto com o Alessandro e o Evandro, veio a ideia brilhante. E essa ideia só podia vir do Alê.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Ele disse que tinha umas economias no banco. Que como estava pra completar 18 anos, podia mexer nessas economias sem pedir permissão pra sua mãe. A ideia era comprar todo equipamento necessário (amplificadores, caixas de som, potencia, guitarra, baixo e bateria) pra montarmos uma banda. O Evandro cederia o espaço pra ensaiar que seria os fundos da sua antiga casa, pois sua família havia se mudado pra um apartamento semanas antes.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Nós haviamos achado uma solução. Íamos matar o tédio, antes que o tédio nos matasse.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;O que o Alessandro tinha de dinheiro guardado não era nenhuma fortuna, mas serviu pra que comprássemos um equipamento modesto que servia bem pro que queríamos. Logo depois disso, o Evandro adquiriu seu próprio equipamento vendendo sua mobilete pra comprar um ampilificador. O seu pai conseguiu um contra-baixo fazendo uma base de troca com uma caixa de uísque. Ter o Rock And Roll no sangue é isso.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;A parte inusitada da banda ficou a cargo de quem seria o baterista. Ou seja: eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;- Alê, valeu pelo convite, mas pra tocar bateria não é necessário ter uma coisa chamada mão? - perguntei pro Alessandro ironizando.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Só que esse meu grande brother era o homem das ideias. Ele disse que eu tocaria bateria amarrando as baquetas aos meus cotos com fita adesiva. Dito e feito!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Apesar da depilação forçada que eu tinha que passar cada vez que separavam as baquetas dos meus braços, eu abracei a ideia com entusiasmo. E foi assim que os ensaios começaram aos domingos à tarde. O repertório: bandas como Ramones, Sex Pistols e Dead Kennedys. Punk Rock de primeira.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Nossa vida se resumia a ir até a famosa Galeria Do Rock, no centro da cidade, aos sábados. Quando tínhamos uma graninha guardada, comprávamos algum disco. Quando estávamos duros, fazíamos amizade com algum dono de loja que nos gravava o disco que queríamos em fita cassete.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Aos domingos, ensaiávamos a tarde toda. Entre reclamações dos vizinhos, moleques que tentavam invadir a casa do Evandro pra roubar nosso equipamento e visitas da polícia por distúrbios na vizinhança, nós sobrevivíamos. A rua já não era mais necessária.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Eu costumo a dizer que essa primeira banda foi a semente que fez gerar a árvore que se tornou minha vida hoje. Porém, começamos a sentir na pele pela primeira vez, o stress de fazer parte de uma banda. Desentendimentos entre nós três resultou no término do nosso projeto.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Como não havia mais banda, fiz a asneira de voltar a perambular pela rua à noite outra vez. Mas isso durou pouco tempo.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Numa noite em que me encontrava num boteco de esquina perto do colégio São Judas, me deparei com um sorridente Evandro que me disse:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;- Porra, é mais fácil falar com o Papa do que com você. To te procurando faz um puta tempo!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;- Faaaaala, meu filho. Que bom rever você. E aí, o que manda? - respondi contente ao ver meu brother do contra-baixo outra vez.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;A novidade era uma outra banda. Só que essa precisava de vocalista. No projeto anterior, eu já havia me aventurado no vocal algumas vezes, mas na minha cabeça, eu tinha que ser baterista.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;O Evandro me contou da banda nova. Estava tudo muito na fase inicial e os caras se prontificaram a fazer um repertório só com Ramones pra pegar mais entrosamento entre os integrantes. A ideia era eu ser o vocalista e em troca, o baterista da banda me daria umas aulas do seu instrumento. Nossa, topei no ato!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Na semana seguinte, participei do primeiro ensaio na casa do Dirceu, o baterista, que morava na região de Moema. Nascia alí o Zerstorer.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 235px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355548597647581122" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SlK7ExwgH8I/AAAAAAAAAXE/jdE9gJ7pQdA/s320/Dud%C3%A9+Zerstorer.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Como eu era o único da banda maior de idade, mas não sabia dirigir, todo ensaio era feito um esquema de carona. Pra essa função, revezavam-se meu pai, o pai do Evandro e o pai do Humberto, um dos guitarristas da banda. Isso era necessário, pois junto com a gente ia também o equipamento de cada um.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Em algumas ocasiões, nós íamos pra casa do Dirceu no sábado à noite, caíamos de balada, bebíamos até as tripas não aguentarem mais, voltávamos vomitados pra casa do nosso baterista e ensaiávamos azedos no domingo. Afinal de contas, Zerstorer era uma banda de machos. Podres, é verdade. Mas machos!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SlK-IVIy7nI/AAAAAAAAAXM/7DWgmnLC6p4/s1600-h/Dud%C3%A9+-+com+22+anos+1.jpg"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 244px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355551957219208818" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SlK-IVIy7nI/AAAAAAAAAXM/7DWgmnLC6p4/s320/Dud%C3%A9+-+com+22+anos+1.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;E mesmo com essa atitude podreira, ainda haviam algumas meninas que nos adoravam. Vai ver era por causa dos nossos cabelos compridos e tatuagens que começávamos a cultivar naquela época. Apesar que as meninas eram bem podres também, confesso.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Logo surgiu a oportunidade do nosso primeiro show. A festa de aniversário do nosso grande amigo Ivan que aconteceu na garagem do seu prédio e terminou com a vizinhança chamando a polícia pelo excesso de barulho (putz, que novidade!).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Através dessa festa do Ivan, conheci outro grande brother: o Poá que na época era baterista de uma banda chamada Veritas. Ele nos convidou pra participar de um festival que aconteceria num colégio chamado Maria Emaculada, que fica na região do Paraíso. Esse evento acontecia todos os anos no teatro que ficava dentro desse colégio e reunia, em média, umas 500 pessoas. Seria nosso grande teste.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Ensaiamos mais do que nunca pro grande dia do festival. Todos os nossos amigos foram nos encontrar na casa do Dirceu pra irmos todos juntos pro grande evento. O problema é que havia um carro só pra levar 15 pessoas. E eu não to exagerando, havia 15 pessoas mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Quem se prontificou a nos levar até o local do show, foi a mãe do Yuri, o segundo guitarrista da banda que dividia as bases e os solos com o Humberto. A solução que arrumamos foi transformar o Santana Quantun da mãe do Yuri num jogo Tetris, onde as peças que vão uma por cima da outra eram os integrantes da banda, os amigos dos integrantes da banda e nossa corajosa motorista que estava com vontade de matar o próprio filho por razões óbvias. Me lembro de ouvir o barulho do escapamento do carro se soltar, arrastando no asfalto em virtude do peso, quando saímos. Mas não havia tempo pra nos apegarmos a detalhes sem importância, tínhamos um show pra fazer.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 219px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355552969436508642" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SlK_DP8NMeI/AAAAAAAAAXU/pCmX6U0upDE/s320/Dud%C3%A9+Zerstorer2.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Ao chegarmos no Maria Emaculada, corremos com a nossa tropa pro local onde se encontrava o palco. O ano era 1991, eu tinha 19 anos. Vou guardar esse show na memória pra sempre. Tocávamos uma música atrás da outra. Só Ramones. Quase que aquele teatro veio abaixo com tanta gente agitando e pulando do palco, tomados pela nossa energia. Foi quando a ficha caiu pra mim que aquilo que fazíamos não era brinquedo. Música tem um poder muito forte. E o Rock And Roll então, nem se fala.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 259px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355558580944349490" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SlLEJ4b7qTI/AAAAAAAAAXk/3FtfUevPv5g/s320/Dud%C3%A9+-+com+22+anos+2.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Os ensaios continuavam, mas o repertório foi mudando. Em virtude das influências dos discos Black Album do Metallica e Fear Of The Dark do Iron Maiden, que causaram grande repercussão na época, começamos a tirar músicas dessas grande bandas, além das nossas próprias composições, com destaque pra Santa Claus Is Dead que o pessoal adorava&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Foi a época das baladas às sextas à noite no Rhinos, bar de Rock And Roll do meu grande amigo Naldo. Lá, nós respirávamos Rock And Roll, conversávamos Rock And Roll e até bebiamos Rock And Roll, pois o Naldo criava batidas com os nomes Jimmy Hendrix, Janis Joplin, Led Zeppelin e por aí vai.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Nesse ambiente, conheci um sujeito chamado Neivas. Um cara que podemos resumir como a Enciclopédia Barsa do Rock. Ele foi responsável por eu conhecer as influências das minhas influências na época, só pra se ter uma ideia.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;O Neivas organizou em 1993, um festival no salão de buffet pertencente à sua mãe, onde tocaram as bandas Zerstorer, Mr. Hide e Veritas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Montamos um palco feito de madeira compensada e engradados de cerveja, ligamos os amplificadores no volume máximo e lógico, convidamos todos os fãs de Rock And Roll da Mooca e região pra uma baita festa. Dessa vez, sem a presença da polícia.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Em virtude da banda começar a tirar músicas tecnicamente mais complexas, eu senti a necessidade de estudar Canto pra aprimorar minha voz. Então, fui ter minhas primeiras aulas com a coordenadora do Coral da Igreja do Bom Conselho. Ela me dava aulas na infelizmente extinta escola Solo e Harmonia. Foi numa audição dessa escola, que meus pais tiveram a oportunidade de me ver cantar pela primeira vez.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;As aulas de Canto que tive na Solo e Harmonia me serviram de alicerce, mas eu queria mais que isso. Minha professora na época aconselhou-me a fazer aulas com um professor que fosse mais específico.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Em 1994, eu sentia uma necessidade muito grande de levantar vôos cada vez mais altos. Só que pra isso, eu precisava de alguém que me ajudasse com as minhas asas.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 260px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355560066259402914" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SlLFgVqowKI/AAAAAAAAAXs/h5lbo1Y5_hc/s400/Dud%C3%A9+Zerstorer5.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4149756019734905476-1590175481193241215?l=dudevocalista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dudevocalista.blogspot.com/feeds/1590175481193241215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dudevocalista.blogspot.com/2009/07/its-only-rock-and-roll-but-i-like-it.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4149756019734905476/posts/default/1590175481193241215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4149756019734905476/posts/default/1590175481193241215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dudevocalista.blogspot.com/2009/07/its-only-rock-and-roll-but-i-like-it.html' title='IT&apos;S ONLY ROCK AND ROLL, BUT I LIKE IT!!!'/><author><name>Dudé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12311338686319759595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/ScARcPygZVI/AAAAAAAAAPM/u-M1rseJ_S0/S220/Imagem+Kiss+Club+Garimpo+-+003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SlLJNG42mKI/AAAAAAAAAX0/jXU9Zm-Chco/s72-c/Dud%C3%A9+Poser+17.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4149756019734905476.post-6995286624939022121</id><published>2009-06-23T10:14:00.000-07:00</published><updated>2009-06-23T21:31:01.890-07:00</updated><title type='text'>REABILITAÇÃO</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SkGEu7HfkfI/AAAAAAAAAV8/8KCU3Hgi4oE/s1600-h/Dud%C3%A9+comendo.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 174px; FLOAT: left; HEIGHT: 215px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350703773970829810" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SkGEu7HfkfI/AAAAAAAAAV8/8KCU3Hgi4oE/s320/Dud%C3%A9+comendo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;Chegamos aqui em São Paulo em 1976. E meu tratamento se iniciou o quanto antes.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;Como medida preventiva, meus pais deixaram minhas irmãs com a minha avó em Valença, enquanto passávamos uma estadia aqui em São Paulo na casa dos meus tios.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;Meus pais ainda acreditavam que meu tratamento duraria, no máximo, um ano. Estaríamos em casa antes mesmo do previsto. O que ninguém sabia na época é que São Paulo se tornaria nossa casa.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;Passei pela primeira cirurgia de correção com 4 anos de idade. Parte da minha recuperação se deu no hospital e a outra, na casa dos meus tios. Não tenho uma lembrança muito clara daquele tempo. Dizem que quando passamos por algum tipo de trauma muito jovens, nosso cérebro trata de apagar parte da informação com o passar do tempo. Acho que foi bem isso que aconteceu.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;Minha mãe me conta que naquela época, as noites se resumiam em ela acordando com meu choro, por causa da dor que eu sentia. Ela me medicava, a dor passava e eu voltava a dormir pra acordar algumas horas depois, em virtude do remédio que havia perdido o efeito. Minha mãe levantava, me dava dipirona outra vez e assim ia o ciclo se repetindo noite afora.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;O baque maior ainda estava por vir: logo após a minha primeira cirurgia, veio a notícia que essa rotina se repetiria por mais 11 vezes, seguidas de intensas sessões de fisioterapia. O sonho de voltar à nossa terra natal se tornou cada vez mais distante.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;Meus pais tomaram as providências pra arrumar uma casa pra nós aqui. Afinal, era necessário trazer o restante da família pra cá. Eles arrumaram um pequeno apartamento de apenas um quarto. Desempregado na época, foi o melhor que meu pai pôde arranjar.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;Minhas irmãs vieram pra cá no mesmo ano, junto com minha tia Helena, irmã do meu pai, pois sendo todas menores de idade, elas não poderiam viajar sozinhas.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;Nosso primeiro ano aqui em São Paulo começou nos desafiando pelo clima: saímos de uma região onde as pessoas usam blusa de manga comprida aos 25 graus de temperatura, pra uma cidade cujo inverno batia os 10 graus. Foi nessa época que me surgiu o fantasma que tive que combater minha vida toda: a asma. Inclusive, um dos momentos mais críticos na minha vida foi quando tive uma crise de asma enquanto me recuperava de uma cirurgia. Como vaso ruim nunca quebra, ainda estou aqui&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 228px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350704461990841282" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SkGFW-MPy8I/AAAAAAAAAWE/AHbImj0xXuM/s320/Dud%C3%A9+e+primos.jpg" /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;No centro de reabilitação onde me tratava, logo cuidaram de me colocar na escola que funcionava lá. Foi onde fiz do pré-primário até a quarta série.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 129px; FLOAT: right; HEIGHT: 255px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350708503049803074" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SkGJCMTyFUI/AAAAAAAAAWU/Vpe7mZw1upk/s320/Dud%C3%A9+muletas2.jpg" /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;Frequentar uma escola dentro de um centro de reabilitação, não tem muita diferença de outra escola qualquer. A não ser pelo fato que durante o dia, alguém vem te buscar na sala de aula pra te levar às sessões de fisioterapia e terapia ocupacional, pra depois te devolver pra professora.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;Foi nessa escola que tive contato com outras crianças com históricos semelhantes ao meu. Cada um à sua maneira. Éramos muito unidos, pois sabíamos, desde muito novos, dos desafios que nos eram impostos. Nos respeitávamos muito uns aos outros. Foi um período muito gostoso da minha vida. Éramos umas pragas como qualquer criança, dávamos um trabalhão pros funcionários e voluntários do centro de reabilitação. Mas sempre unidos.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;O tempo foi passando. Meu pai arrumou um emprego no Rio de Janeiro que permitiu que alugássemos uma casa maior pra nossa família. Lembro de ver meu pai só aos fins de semana, mas logo ele conseguiu emprego por aqui. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;Já minha mãe, o que posso dizer? Todas as vezes que eu voltava do efeito da anestesia, seu rosto era sempre a primeira coisa que eu via. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;Me lembro numa ocasião que fiquei internado num hospital que não tinha leito pro acompanhante. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;O resultado foi minha mãe dormindo numa cadeira de balanço, feita de madeira, que ela deixou ao lado da minha cama. Era uma situação tão desconfortável, que minha irmã Dagmar revezava as noites com a Dona Lourdes pra não ficar puxado demais pras duas. Se eu não estou enganado, essa situação se seguiu durante uma semana. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;Foram tempos difíceis, mas necessários. Afinal de contas, fortalezas são construídas com cimento e rochas pesadas, jamais com areia fina.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;Entrava ano, saía ano. Vieram duas, três, cinco, nove cirurgias. Cada uma fazia repetir o ciclo que citei no início, mas com certos agravantes: enxertos que não cicatrizavam, infecção hospitalar (por causa de uma dessas, quase dancei feio) e um momentâneo estado de coma. Era como se Deus me chamasse, mas teimoso do jeito que sou, fazia birra: "Nem vem, pode me levar de volta que minha mãe tá me esperando. E ela me mata se eu atrasar!". ´&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;Vieram as últimas cirurgias. Terminei o ciclo aos 13 anos de idade. Ufa... que alívio!! Parecia algo que jamais terminaria, mas é como costumo a dizer: momentos difíceis servem apenas pra serem superados. Por isso eu digo que hoje, posso tudo. A parte pior já foi e ficou bem distante no tempo.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;Ao receber alta da minha última cirurgia, eu fui fazer a então quinta série do primeiro grau num colégio comum. A escola do centro de heabilitação só me garantiria até o primário.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;Eu me sentia muito preparado pra tal mudança na minha vida. No decorrer da minha reabilitação, usei prótese superior e inferior. Os braços mecânicos, eu acabei não me adaptando bem. Optei por me virar do meu jeito, criando algumas adaptações caseiras que me supriram as necessidades melhor que próteses superiores.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;A grande surpresa veio com a perna mecânica. Minha adaptação foi completa com ela, tanto que comecei andando com muletas. Porém, as cirurgias e fisioterapia que fiz no decorrer da vida, me permitiram aprender a usar a prótese inferior sem precisar delas. Isso pra mim foi crucial, por me permitir uma liberdade maior de movimentos. Já não havia mais nenhuma cirurgia a ser feita, estava pronto pro que desse e viesse.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;Nessa época, minha família também começou a crescer. Minhas irmãs casaram e tiveram minhas sobrinhas lindas: Camila, Elisa e por último, a Júlia.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SkGNPtXBfwI/AAAAAAAAAWk/1Liu408vVdU/s1600-h/Dag+e+Camila.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 197px; FLOAT: left; HEIGHT: 166px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350713133306576642" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SkGNPtXBfwI/AAAAAAAAAWk/1Liu408vVdU/s320/Dag+e+Camila.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Camila, pra quem não sabe, foi a idealizadora do tão famoso apelido Dudé. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;Como todo Eduardo que se preza, eu era chamado de Duda, ou Edu, pela minha família e amigos. Quando a Camila completou um aninho de idade, naquele linguajar de bebê que é simplemente delicioso de se ouvir, ela me chamou de Dudé na frente de umas 30 pessoas que estavam na porta do prédio onde moro até hoje. No dia seguinte, a galera do condomínio tratou de oficializar a marca registrada que me acompanha até então.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; DISPLAY: block; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350734017530649586" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SkGgPVKDW_I/AAAAAAAAAWs/Yn4Q2XWAfdI/s200/P1010004.JPG" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;Fui fazer a quinta série na primeira escola comum. A primeira de muitas, infelizmente. O problema foi que eu conseguia me adaptar bem à escola, mas a escola é que teimava em querer me enxergar do forma diferente.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;As perseguições eram frequentes. E não falo só dos alunos. Existiam os pais dos alunos, indignados com o fato dos filhos deles dividirem a mesma sala de aula com um menino "doente". Havia também os professores que pareciam ter a missão de me mostrar que eu não era bem-vindo naquele lugar.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;Muitas vezes, reclamar com a diretoria ajudava a piorar mais ainda a situação. Ou faziam de conta que nada acontecia, ou usavam minhas reclamações pra justificar que eu não tinha condições de estudar naquele colégio. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;Meus pais, na época com condições financeiras um pouco melhores, acharam que isso era problema de colégio público. Então, me colocaram num colégio particular, administrado por freiras. Nossa, foi bem pior!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;Eu nunca havia passado por um lugar onde a segregação fosse tão explícita. No colégio estadual, eles tentavam esconder um pouquinho, pelo menos.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;Só pra se ter idéia, na hora do recreio, as freiras faziam questão que eu ficasse num canto do pátio, com o pretexto de me proteger, pra que nenhum outro garoto me "derrubasse" no chão com uma trombada (pátio de colégio, em hora de recreio, é sempre caótico). Só que nesse mesmo canto onde eu ficava, também eram separados o único aluno negro do colégio e uma outra menina que suspeitava-se ser lésbica. Tudo com a complascência da diretoria.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;Comecei nessa época, a criar um certo senso de sobrevivência. Quem quisesse me atingir, que fizesse bem feito, pois o troco viria de forma implacável. Eu também não tinha vontade nenhuma de me sujeitar a um julgamento feito por gente ignorante, que não fazia a menor ideia do que diziam. As brigas eram constantes e as suspensões, também. Minhas suspensões!!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;Numa ocasião, um grupo de meninos zombou da minha deficiência e fui pra cima deles. O problema é que estavam em cinco. Fui jogado no chão e chutado na frente de todos. Os moleques só pararam porque a mãe de um aluno interveio a meu favor. Quando levantei, todo sujo e machucado, agarrei um cabo de vassoura que estava no meio de um montante de lixo que se encontrava na calçada, passando meu braço em volta dele e pressionando-o contra o meu corpo. Consegui usá-lo como porrete, acertando as costas e o pescoço de um dos moleques que havia me agredido.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;Deixei o garoto na porta do colégio com o pescoço sangrando. Peguei meu material escolar, o resto do meu orgulho e voltei pra casa.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;No outro dia, quando minha mãe foi até a diretoria pra exigir esclarecimentos, tudo que faziam questão de ressaltar era a paulada que eu havia acertado nas costas do garoto. Chegaram a alegar que meus machucados foram em virtude do tombo que eu tomei ao tentar agredir os alunos na porta do colégio. Tentei falar com a moça, mãe de aluno, que me ajudou a levantar naquele dia, pra que fosse minha testemunha, mas ela achou melhor não se envolver.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;Com 15 anos de idade, um pensamento me veio na cabeça: "da porta da minha casa, pra fora, sou eu e Deus. Não posso mais contar com ninguém". Na cabeça dos meus pais, ficou claro que era hora de mudar de escola. E poderia passar por 1.000 colégios, mas eu completaria meus estudos.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;O colégio seguinte foi o São Judas. E foi aonde me encontrei.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;Era tratado como igual, cobrado como igual. Sem privilégios, ou injustiças. Com amizades verdadeiras e tão duradouras que até hoje alguns dos alunos daquela época fazem questão de manter contato comigo.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;Finalmente, eu soube o que era admirar um professor. Eu descobri o quanto que era legal ir pra diretoria, junto com aquele grupo de amigos inseparáveis, pra tomar uma bronca da diretora por ter aprontado uma daquelas, ao invés de ser chamado pra resolver uma questão de xingamento, ou agressão, que nunca dava em nada.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;E foi quando eu estava no Colégio São Judas que tive contato com dois caras extraordinários que me convidaram pra montar uma bandinha de Punk Rock, só pra espantar o tédio das tardes de domingo. A semente havia sido plantada.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4149756019734905476-6995286624939022121?l=dudevocalista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dudevocalista.blogspot.com/feeds/6995286624939022121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dudevocalista.blogspot.com/2009/06/reabilitacao.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4149756019734905476/posts/default/6995286624939022121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4149756019734905476/posts/default/6995286624939022121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dudevocalista.blogspot.com/2009/06/reabilitacao.html' title='REABILITAÇÃO'/><author><name>Dudé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12311338686319759595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/ScARcPygZVI/AAAAAAAAAPM/u-M1rseJ_S0/S220/Imagem+Kiss+Club+Garimpo+-+003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SkGEu7HfkfI/AAAAAAAAAV8/8KCU3Hgi4oE/s72-c/Dud%C3%A9+comendo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4149756019734905476.post-5596459822312945971</id><published>2009-06-11T15:28:00.000-07:00</published><updated>2009-06-12T09:29:05.671-07:00</updated><title type='text'>SÃO PAULO,  A TERRA DE DOIDO</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SjGWvdVnlmI/AAAAAAAAAVM/iV3k7vTOYLw/s1600-h/Dud%C3%A9+com+1+dia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346219974738810466" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 174px; CURSOR: hand; HEIGHT: 211px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SjGWvdVnlmI/AAAAAAAAAVM/iV3k7vTOYLw/s400/Dud%C3%A9+com+1+dia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;É muito estranho escrever coisas das quais não me lembro ao certo, ou que só consigo puxar da memória em pequenos fragmentos. Mesmo assim, farei uma tentativa de contar aqui como foi parte da minha infância e a chegada da minha família à São Paulo. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;Quase tudo que escrevi aqui vem de uma série de histórias que sempre são contadas pelos meus pais. Histórias que desde que eu era pequeno, simplesmente adoro ouvir. São esses relatos, junto com aquilo que eu consigo lembrar, que vou dividir com todos a partir de agora.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;Bom, se é pra começarmos, que seja bem do início mesmo. O dia era 24 de abril. O ano, 1972. Essa foi a data que eu vim ao mundo.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Sou o caçula do Seu Eduardo, com a Dona Lourdes (a dona do café mais famoso do mundo). Antes de mim, vieram Dagmar, Denise e Adriana. Minhas queridas e amadas irmãs.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Somos de uma cidade do interior da Bahia chamada Valença. Uma família como outra qualquer, numa cidade como outra qualquer. E que estava prestes a comemorar a chegada de mais um integrante, se não fosse por um detalhe. Detalhezinho esse que sempre teve peso pra muita gente, menos pra família Martins.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Pelos relatos da minha mãe, eu nasci na única maternidade da cidade que na época era administrada e mantida por freiras. No primeiro segundo que cheguei nesse mundinho de meu Deus, eu já choquei. Afinal, quem me conhece, sabe que eu adoro chegar em grande estílo. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Fui o primeiro caso de má formação congênita múltipla da cidade (não me admira todos terem se assustado tanto, logo de cara). Por esse motivos, as freiras da maternidade se viram num dilema: "Mostramos ele, ou não, para sua mãe? E se o mostrarmos, qual será a reação dela?". Passado um dia após o meu nascimento, e depois de muita insistência da minha mãe, Dona Lourdes finalmente veio a ter contato com seu filho. Pra depois nunca mais desgrudar dele até hoje.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Minha mãe sempre me conta que a reação que ela teve foi "sentir os pés fugirem do chão" ao me ver pela primeira vez. Sinceramente, até hoje nunca entendi com muita clareza o que ela quis dizer (aliás, até entendo. Pois não sou burro de não entender que tenho uma diferençazinha com relação aos outros), mas isso nunca me importou. O que me importa até hoje, foi o que veio depois: amor incondicional.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346220210966820386" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 222px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SjGW9NWw9iI/AAAAAAAAAVU/RQFHBoEe60c/s400/Dud%C3%A9+com+1+dia2.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Fui pra casa com minha família logo após disso. E a vida continuou seguindo seu rumo com meus pais cuidando de criar seus quatro filhos da melhor forma possível. Porém, certas coisas haviam mudado: os passeios comigo na famosa pracinha da cidade, junto com as minhas irmãs, geravam buxixos e olhares de piedade. A reação da minha mãe? Simplesmente, ela nos levou pra passear no dia seguinte. E no outro dia, e no outro também. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;"Eu quero ver quem é que vai tirar de mim, o prazer de eu passear com meu filho. Quem quiser olhar, que olhe! Ele é lindo mesmo!", dizia a Dona Lourdes. O que eu acho engraçado até hoje, é que a minha mãe sempre me pergunta o porquê de eu ser tão atrevido. A minha resposta é que meu atrevimento é uma simples questão de DNA, mas enfim.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Certas situações são merecedoras de desprezo. Sabiamente, minha família soube driblar o preconceito simplesmente não dando ouvidos pra ele. Essa foi a primeira lição que aprendi, e a carrego comigo até hoje.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Porém, existem outros fatores que não podiam ser ignorados: meus pais tiveram um menino saudável, assim como eram as 3 meninas que vieram antes. Só que havia um problema: além da má formação congênita, minha perna estava, digamos, na posição errada. Meu pé, só pra se ter uma ideia, estava virado quase 90 graus pra direita. Como seria possível, eu andar assim um dia?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346220615959926626" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 216px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SjGXUyEpV2I/AAAAAAAAAVc/6nKt1sdWIj4/s400/Dud%C3%A9+com+1+ano.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Meu primeiro contato com algum tipo de tratamento se deu quando eu tinha 3 anos de idade, em Salvador, com um médico que acreditou que se meu pé fosse engessado durante um tempo, de acordo com que eu crescesse, ele ficaria na posição dita normal.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;E quem disse que eu deixava meu pé engessado por muito tempo? Minha mãe me conta que, ao chegarmos em casa, a primeira coisa que eu fazia era bater o meu pé na parede, até que o gesso quebrasse (eu sei. Sou uma praga, e não é de hoje).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SjGX6RoVPhI/AAAAAAAAAVk/LyIPIUbInlQ/s1600-h/Dud%C3%A9+com+2+anos2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346221260086263314" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 217px; CURSOR: hand; HEIGHT: 183px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SjGX6RoVPhI/AAAAAAAAAVk/LyIPIUbInlQ/s400/Dud%C3%A9+com+2+anos2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Dando o braço a torcer de que aquele tratamento não era adequado pro meu caso, o mesmo médico de Salvador aconselhou que, se eles quisessem que eu andasse um dia, que o melhor era procurar tratamento num centro de reabilitação, ou em São Paulo, ou em Brasília. Como tinhamos parentes residindo na Terra da Garôa, optamos por São Paulo. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;O plano era irmos pra São Paulo, ficarmos na casa de tios meus que nos acolheram de braços abertos, e voltar pra Valença em, no máximo, um ano. Mas havia um caminho bem diferente já traçado no destino da família Martins.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Chegamos pra cá pra esses lados em 1976, quando eu tinha 4 anos, numa árdua viagem de ônibus. Quando passei na minha primeira consulta no centro de reabilitação, veio a surpresa: no meu caso, o tratamento não duraria meses. E sim, anos! Se meus pais optassem em voltar pra Bahia, eu teria que ficar internado aqui.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Eu até hoje tento imaginar o que passou pela cabeça dos meus pais nesse momento. E acho que vou passar o resto da vida apenas imaginando, pois só eles mesmos pra saberem o quanto esse dilema deve ter lhes ardido na alma.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SjGYM8e7FrI/AAAAAAAAAVs/G_GExO8vy0I/s1600-h/Dud%C3%A9+no+c%C3%B3lo+da+Denise.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346221580827170482" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 158px; CURSOR: hand; HEIGHT: 293px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SjGYM8e7FrI/AAAAAAAAAVs/G_GExO8vy0I/s400/Dud%C3%A9+no+c%C3%B3lo+da+Denise.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Meu pai, na época, trabalhava num banco. Viviamos numa casa confortável, com minhas irmãs frequentando a escola e todos próximos de nossos familiares. De repente, nos víamos à beira de abandonar uma vida estável, pra encarar a chamada "Terra De Doido", como São Paulo era conhecida na Bahia. Cidade grande, com outros costumes, outra rotina, outro clima. E o mais assustador: ter que começar do zero, num lugar totalmente estranho pra todos nós.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Mas a decisão que meus pais tomaram foi que se as 3 outras filhas deles andavam, o quarto filho também andaria! Se suas 3 outras filhas frequentavam a escola, o quarto filho também frequentaria. Ou seja: se suas 3 filhas tinham o direito de se tornar alguém na vida, o quarto filho também se tornaria! E mesmo com São Paulo parecendo uma fera indomável pra todos nós, a família Martins veio... e venceu! Deus do Céu... e como nós vencemos!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;É por essa e muitas razões que eu digo: se você não acredita no poder do Amor, conheça a minha famíla. Tenho certeza que sua opinião vai mudar.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346222138445075650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 316px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SjGYtZxZFMI/AAAAAAAAAV0/wQJySMGyc9A/s400/Dud%C3%A9+com+3+anos+e+Adriana.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4149756019734905476-5596459822312945971?l=dudevocalista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dudevocalista.blogspot.com/feeds/5596459822312945971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dudevocalista.blogspot.com/2009/06/sao-paulo-terra-de-doido.html#comment-form' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4149756019734905476/posts/default/5596459822312945971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4149756019734905476/posts/default/5596459822312945971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dudevocalista.blogspot.com/2009/06/sao-paulo-terra-de-doido.html' title='SÃO PAULO,  A TERRA DE DOIDO'/><author><name>Dudé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12311338686319759595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/ScARcPygZVI/AAAAAAAAAPM/u-M1rseJ_S0/S220/Imagem+Kiss+Club+Garimpo+-+003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/SjGWvdVnlmI/AAAAAAAAAVM/iV3k7vTOYLw/s72-c/Dud%C3%A9+com+1+dia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4149756019734905476.post-7911039796879263389</id><published>2009-03-15T16:48:00.000-07:00</published><updated>2009-03-15T18:33:56.778-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/Sb2hxd2oM1I/AAAAAAAAAPA/nlDho68g7BQ/s1600-h/Imagem+Kiss+Club+Garimpo+-+004.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313581006566470482" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 247px; CURSOR: hand; HEIGHT: 185px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/Sb2hxd2oM1I/AAAAAAAAAPA/nlDho68g7BQ/s400/Imagem+Kiss+Club+Garimpo+-+004.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;E LÁ VAMOS NÓS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;Depois de tanto tempo, e atendendo a alguns pedidos, finalmente, tomei coragem de criar meu próprio Blog. Apesar que confesso que minhas atividades virtuais estão cada vez mais caóticas com dois perfis no Orkut, dois perfis no My Space (um meu e outro da minha banda) e uma conta no You Tube. Mesmo assim, achei interessante criar esse espaço com uma outra finalidade, digamos, um pouco mais pessoal. Um lugar onde eu possa dar uma conotação mais humana à minha pessoa do que ando fazendo nesses últimos anos como navegador assíduo da Internet.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;em&gt;De um certo tempo pra cá (e graças a Deus que isso vem acontecendo, pois não tenho o que reclamar) venho passando por um período de exposição às diferentes mídias, coisa que toda e qualquer pessoa que venha a trabalhar com algum tipo de manifestação artística já passou, ou está pra passar. Aquela velha e boa história das experiências que necessitamos passar pra crescermos profissionalmente.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;em&gt;Não sou nenhuma celebridade, estou bem longe disso. Muito, mas muito longe mesmo (aliás, aos leitores de plantão, que fique claro que o verdadeiro motivo desse Blog será descrito no final desse texto. Algo que não tem ligação alguma com massagear meu ego, pois tenho noção que preciso ainda sair da minha condição de mais um correndo atrás do próprio sonho. Em resumo: tenho noção do meu grau de "Zé Ruelice"). Porém, os maravilhosos eventos que vêm acontecendo de um tempo pra cá me deram a oportunidade de conhecer pessoas fantásticas que estão sempre a me perguntar: "de onde você veio?", "como chegou até aqui?", "aonde pretende chegar?" e por aí vai.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;em&gt;Pois bem. Dessa vez, não criei mais esse espaço virtual pra divulgar meu trabalho, minhas aulas, meu estúdio, ou os Easy Rockers. Esse será o espaço pra contar um pouco da minha história e pra prestar tributo a todos os lindos e iluminados personagens que fizeram parte dela. Pois sem eles, não seria ninguém (eu sei, soou clichê. Mas é a mais pura verdade).&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;em&gt;Aqui será descrito a história do Eduardo, desde seus 4 anos de idade, até o dia que ele se tornou o Dudé e indo além, pois tudo que será descrito aqui ainda não teve um ponto final. Pelo simples fato de eu ainda viver e estar correndo atrás dos meus objetivos.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;em&gt;Essa história terá as mais variadas aparências. Em alguns casos, terá o formato de uma Odisséia Grega. Em outros casos, vai parecer uma novela mexicana. Alguns capítulos dessa saga terão o formato de uma comédia digna do Jerry Lewis, ou de um drama recheado de altos e baixos.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;em&gt;Em resumo: nesse Blog será contada a história da minha vida. Sem querer ser mais amado, ou odiado, do que já sou. Apesar que já espero a avalanche de críticas que receberei após a publicação desse espaço. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;A única razão de eu escrever aqui é muito simples: que todos nós temos histórias pra contar. Sejam elas boas ou ruins. Que nossas vidas se resumem nos fatos dos quais nos tornamos protagonistas e comigo, não poderia ser diferente. Afinal, não fui simplesmente deixado do nada, de uma hora pra outra, nesse mundo de meu Deus, por um disco voador&lt;/span&gt; sem um motivo aparente (apesar que tenho convicção que muitos gostam de defender essa tese). Mas minha história foi formada através de uma estrada cheia de pedras, curvas, altos e baixos. Uma estrada construída com muito suor, enfeitada com lágrimas e manchada com sangue. Muitas vezes, com o meu próprio sangue. Mas acima de qualquer coisa, uma história verdadeira.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Então é isso, pessoal. Apertem os cintos, pois a partir de hoje, esse será o espaço onde será escrita a saga do Dudé. Também conhecida como a minha saga. DIVIRTAM-SE.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4149756019734905476-7911039796879263389?l=dudevocalista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dudevocalista.blogspot.com/feeds/7911039796879263389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dudevocalista.blogspot.com/2009/03/e-la-vamos-nos-depois-de-tanto-tempo-e.html#comment-form' title='23 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4149756019734905476/posts/default/7911039796879263389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4149756019734905476/posts/default/7911039796879263389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dudevocalista.blogspot.com/2009/03/e-la-vamos-nos-depois-de-tanto-tempo-e.html' title=''/><author><name>Dudé</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12311338686319759595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/ScARcPygZVI/AAAAAAAAAPM/u-M1rseJ_S0/S220/Imagem+Kiss+Club+Garimpo+-+003.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_O358hEr4sD8/Sb2hxd2oM1I/AAAAAAAAAPA/nlDho68g7BQ/s72-c/Imagem+Kiss+Club+Garimpo+-+004.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>23</thr:total></entry></feed>
